
Percalços tradutórios
Desde que a gente começa a ter contato com outro idioma aparecem espantos. O modo de dizer uma coisa, o raciocínio para chegar a uma expressão e coisas do tipo. É entrar em uma cultura totalmente diferente da sua e tentar acompanhá-la. É difícil.
Nós, tradutores, passamos por isso sempre, quase todos os dias, na verdade. Porque sempre tem alguma coisa que não entendemos bem ou uma palavra que nunca vimos. Até no próprio idioma é assim, eu duvido que alguém nunca passou pela situação de procurar alguma coisa com o meu amigo Aurélio para saber o significado. É bem normal.
Com o passar do tempo e o acúmulo de experiências, a gente vai pegando o jeito dos idiomas. Dos idiomas de um só idioma. Porque além daquele inglês americano e britânico que a gente tradicionalmente aprende nas escolas de idiomas, tem outras variações de inglês circulando pelo mundo afora. Por exemplo, o inglês alemão. É parecido com o inglês britânico, mas há uma tendência maior para colocar o adjetivo na frente do substantivo e algumas palavras emendadas que não poderiam estar assim juntinhas. O inglês francês faz bastantes floreios. No inglês japonês, coreano e chinês, vale até trocar algumas letras para que a palavra fique pronunciável. Eu já vi escrito em um manual "InstaRation" em vez de "InstaLLation". Totalmente explicável se você tiver consciência de que para os orientais é difícil pronunciar o som do L e eles o trocam pelo som do R com muita freqüência.
Vai daí que estava eu aqui a trabalhar no meu texto e tinha alguma coisa errada, mas eu não conseguir explicar o quê. Coisa demais invertida no inglês, o tal do Genitive Case tinha muita coisa possuída e pouco possuidor, era difícil achar o que dizia respeito a quê. Aos poucos fui me acostumando com esse e com outros problemas e fiquei morrendo de curiosidade de saber de qual idioma se tratava porque nunca tinha visto algo assim. E com uma pista de cá, outra pista de lá e uns caracteres esquisitos que teimavam em aparecer, descobri que é inglês russo. Sim, na Rússia também se fala inglês, mundo globalizado pós Guerra fria é assim. Para quem acha que vida de tradutor é rotineira, espera um texto assim aparecer e quero ver a reação da galera. Porque a situação pode ficar russa quando parece que falam grego com você. De verdade.
Segundo o olhar de Roseane às 23h53
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Salve geral
Antes de qualquer coisa, a piada: eu sempre acho que o nome do filme é Zorra Total e não Salve Geral. Vai entender os meandros da mente humana...
O filme é bom. Ok, é mais um daqueles filmes sobre violência no Brasil feito por uma elite que deve, na verdade, estar tentando entender como funciona o mundo da violência no Brasil. Tudo bem que a tal da rebelião retratada é muito mitificada. Me pareceu uma visão romantizada, uma visão de quem não conhece como funciona a fundo a "coisa" e tenta descobrir dando sua própria visão. E não sei se é filme para Oscar, não sei. Mas é um bom filme, sem dúvida.
Dessa vez é mostrado um lado diferente, uma mãe que tem o filho preso vai descobrindo os esquemas e tentando livrar o filho da maneira que pode. O menino, Lee Thalor, é condenado por causa de uma bobagem de um minuto na vida dele, não é uma condenação injusta, ele cometeu um crime. Mas é um peixe fora d'água naquele mundo. E a mãe, papel de Andréa Beltrão, outro peixe fora d'água, faz de tudo para ajudar o filho. A história culmina no dia dos ataques do PCC a São Paulo, por isso a inscrição de "inspirado em fatos reais". O filme tem cenas de explosões, perseguições, mortes, tem personagens muito bem construídos, tem uma história boa, bastante plausível e tem a interpretação fantástica de Denise Weinberg como uma advogada que participa do PCC, fiquei impressionada. Me chamou a atenção os apelidos que são usados para e pelos personagens, muito criativos.
Então, se tiver de bobeira por aí, mande um salve e vá ver o filme. Eu curti.
Segundo o olhar de Roseane às 22h12
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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAh!!!!
Pronto. Passou.
Eu só precisava desopilar o fígado.
Segundo o olhar de Roseane às 22h55
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SAC
Algumas pessoas devem ter algum defeito de fabricação. Elas acham que eu sou obrigada a gostar das mesmas músicas e dos mesmos programas que elas gostam. E, além disso, acham que eu deveria ouvir a mesma música e os mesmos programas que elas quando elas estão a fim de escutar. Acho o cúmulo da falta de noção de senso uma pessoa que coloca o celular para tocar uma música ou ativar a TV do celular dentro do ônibus e dentro do metrô na maior altura. Já ouviu falar em fone de ouvido, queridinho? Então! Se algum dia você, caro leitor, encontrar uma pessoa com cara de louca distribuindo fones de ouvido para os sem educação que colocam o som na maior altura em locais públicos, pode gritar meu nome, há uma grande probabilidade de ser eu mesma. Em campanha pelo uso consciente e inteligente da tecnologia moderna.
Segundo o olhar de Roseane às 16h20
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Nome:Roseane
Idade:36
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