
A arte de chegar
Eu estava pensando em como fazer um post sobre uma experiência ruim em uma baladinha recentemente. Digo só ruim porque no final das contas acabei rindo muito, mas se for levar a sério, a experiência foi horrível. Aí achei umas dicas fantásticas em uma página: http://tinyurl.com/lldsh7. Basicamente ensinam como não abordar uma mulher. Incrível. Atenção especialmente para o item número 5, porque é a mais absoluta verdade, só porque eu estou me divertindo não significa que eu tenha obrigação de beijar alguém. Helloooow! E um detalhe importantíssimo é a número 8, às vezes a pessoa é bonita e consegue ser simpático e inteligente até com uma elevada dose alcoólica. Mas não dá pra encarar um bafo, né? Aos destaques que citei e às outras maneiras adequadas de levar um fora tão claras ali, eu acrescento algumas coisinhas:
- Fale coisa com coisa, eu, mulher, preciso entender o que você está falando e por mais legal que seu amigo seja, um intérprete vai deixar o momento inapropriado.
- Não tente erguer a cadeira em que estou sentada, por mais forte que você seja ou por mais leve que eu pareça. A impressão que tenho é que depois de ser erguida eu seria arrastada pelos cabelos para a sua caverna. Não funciona.
- Nunca, mas nunca mesmo diga que a mulher que você está querendo conquistar (?) parece burrinha. NUNCA, entendeu?
- Atendentes de telemarketing falam com gerundismo. Não vejo problemas nenhum em um profissional da área sair, me achar interessante e "estar querendo" me conhecer. Mas se você quer "estar me impressionando" assim, vou rir na sua cara, me desculpe.
- Se você já fez todas as besteiras possíveis e viu que não rola, me passar para um amigo seu também não vai funcionar. Vou passar de mão em mão até alguém conseguir? Depois vou ter que vestir uma burca, é isso, né?
- Preste atenção quando eu disser meu nome. Depois da terceira vez, meu nome vai passar a ser Sheila, quer você queira quer não.
- E se você já fez todo esse tipo de insanidade e viu que eu não gostei de você nem do seu amigo, pelamor!, não venha falar comigo outras vezes! Eu sou legal, não mereço isso, juro.
Pronto, agora para as dicas do link que já dei: http://tinyurl.com/lldsh7. É sério e importantíssimo, praticamente um serviço de utilidade pública. Se você aprender direitinho, espero te encontrar por aí, se não aprender e a gente se encontrar, vou saber reconhecer, então, acho melhor você evitar momentos constrangedores para ambas as partes. E só.
(Pra Carla, companheira dessas aventuras vexatórias...)
Segundo o olhar de Roseane às 17h04
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O poder do nada
Não quero nada
Não vou fazer nada
Não tenho forças para nada
Deve ser causa de tanta coisa
que acontece por aí
enquanto estou aqui
dando milho aos pombos.
Provavelmente.
Hoje não.
Segundo o olhar de Roseane às 18h21
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Quem ri por último...
Voltando para casa, noite, a cidade está até tranqüila depois de um domingo chuvoso. Paro porque o sinal está vermelho e um cara tosco pára do meu lado. Já digo tosco porque ele ficou olhando pra mim e só pela cara dele eu percebi, chamem isso de sétimo sentido ou do que quer que seja. Quando o sinal ficou verdinho bem lindo, o tosco dá uma arrancada daquelas de filme de perseguição policial hollywoodiano e entra na minha frente cantando pneus, provavelmente achando que eu, uma menina, não ia correr muito. Eu já nem ligo, ele que vá correndo, desesperado, não tô assim com tanta pressa, né? Ainda mais que logo na nossa frente o sinal fechou de novo e ele teve que parar, estávamos em um cruzamento entre duas avenidas movimentadas, mesmo naquele horário. Já achei muito bem feito ele ter corrido tanto para parar logo na minha frente de novo, mas o melhor ainda estava por vir. Quando o sinal abre ali no cruzamento das avenidas movimentadas, a criatura tosca resolve fazer uma conversão proibida, entrar diretamente na outra avenida. Tem uma placa dizendo que não pode. Tem uns dez carros atrás dele, que precisam esperar o bonitão toscão fazer uma coisa errada e perigosa no trânsito de São Paulo. Mas ele deve achar que pode por ser o rei da cocada preta, né? Escuto uma buzina forte e logo penso que é alguém impaciente porque ele tá ali parado e parando todo mundo para cometer o pequeno delito que ele acredita ser necessário. Mas a buzina se aproxima e passa ao meu/nosso lado. Quando me viro tenho certeza que tenho um brilho nos olhos porque é um carro da CET, Companhia de Engenharia de Tráfego, que regulamenta o trânsito em São Paulo, que, inclusive multa as pessoas que fazem conversões proibidas. Ah, não posso conter o sorriso que se instalou no meu rosto... O tosco foi flagrado e eu sou testemunha da bancarrota dele. Logo que ele consegue fazer a lambança e eu passo por ele, vejo o carro da CET encostado e a pessoa lá dentro fazendo anotações. Todas as chances do mundo são de que a placa do carro do tosco foi devidamente marcada para receber uma multa linda. Eu preciso rir. E rir muito. Gargalho gostoso até chegar em casa. Até treino minha risada de bruxa malévola. Mas acho que nunca mais vai acontecer esse momento tão especial para eu rir tanto assim da execução da justiça divina. Vai, tosco, vai, acelera, passa na minha frente, faz do jeito que achar melhor pelas ruas, manda ver. Porque dessa vez quem riu por último fui eu, a lerda do carro de menina que tava na sua frente. Ha-ha-ha-ha-ha
Segundo o olhar de Roseane às 14h17
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Very happy hours
Houve uma época em que eu fazia happy hour todas as sextas-feiras. Era sagrado. Se não era em um lugar era em outro, se não era com algumas pessoas era com outras, se não fosse com todos podia ser só com uma pessoa mesmo. O que realmente importava era sair do trabalho e entrar em um bar do centro de São Paulo. Acho que foi por ali que aprendi a beber cerveja. Aliás, cerveja sempre vai ter essa conotação pra mim: conversar, desestressar, amigos, dar risada, fazer teorias mirabolantes sobre os colegas e rir mais um pouco.
Em um período dessa época, além de tudo isso, também tinha fotos. Eu e a Cris com uma criatividade, assim, estratosférica usávamos acessórios para inventar personagens e tirar umas fotos tão hilárias que ficaram pra história. E ainda convencíamos os meninos a fazerem o mesmo, temos fotos históricas do Edu, Wep, Manfredo e Ricardo. Até hoje me espanto com a criatividade e com as fantasias fabricadas de última hora que ficaram perfeitas. E a Cris resolveu, um dia desses, ressuscitar essas fotos e colocá-las no orkut. Uau! Perfeito, revivi os momentos e ri muito, tudo de novo. É parte daquelas lembranças que vou adorar ter para sempre.
E aí, alguém topa fazer happy hour na próxima sexta?
(Pra Cris, companheira dessa e de tantas outras aventuras que fez aniversário no sábado.)
Segundo o olhar de Roseane às 21h52
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Nome:Roseane
Idade:36
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