
Siberiando
Que fique registrado: se algum dia eu tiver uma crise nervosa tenham certeza que tudo começou coma Net. Sim. A Net. E o Vírtua, esse produto maravilhoso que eles me oferecem e alardeiam pelos quatro cantos do Brasil, e da Sibéria, que é um produto fantástico. É uma boa conexão sim. Baixo milhares de coisas rapidinho. Mas isso só acontece quando funciona. Porque de vez em quando dá um problema que não tem como fazer funcionar. Tava tudo bem e de repente o sinal cai ou começa a ter força para abrir somente uma página da Internet e só abrir, não dá pra fazer mais nada. Tudo bem, eu entendo que existam problemas técnicos nesse mundo informatizado de meu Deus, mas aí, claro, o cliente tenta ver o que está acontecendo com a conexão, né?, porque se for um problema, eles deveriam tentar resolver rapidinho. E aí a porca torce o rabo de vez. O atendimento é deplorável. Não é culpa dos atendentes, eu sei. Eles fazem o que mandam e o que podem. Mas cada um fala uma coisa, o sistema deles cai o tempo todo também (nem deveria me espantar...) e pra eles sempre, sempre, sempre tá tudo normal e o problema é do lado de cá. E pra fazer funcionar de novo só com reza braba de beato véio, viu?! Mas aí funciona. Tudo funciona de novo, tudo volta às mil maravilhas. É como se nada tivesse acontecido. Claro que nesse meio tempo eu usei todo o jargão ofensivo que tenho na memória, toda a sorte de palavrões que minha pobre mente aparvalhada pode lembrar. Que fique registrado que eu dependo dessa conexão pra trabalhar, não é pra brincar. Que fique registrado que a Net consegue me tirar do sério de vez em quando. Que fique registrado, lavrado que eu só uso o Vírtua por pura falta de opção e que meu coraçãozinho transborda de ódio quando acontece um problema assim e eu não tenho muito o que fazer, mas já sei a romaria que me espera. E lembrem sempre: se qualquer dia eu tiver um colapso, se eu explodir, se eu ficar catatônica, é culpa da Net!
Segundo o olhar de Roseane às 18h27
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O ponto final
O Clodovil era uma espécie de agente do folclore televisivo pra mim. Uma entidade que aprontava de vez em quando e me fazia rir de vez em sempre. Batalhou por muita coisa, foi motivo de chacota inúmeras vezes e tava sempre dando o que falar quando falava tudo o que vinha à cabeça. Lembro que tinha notícias sobre nas revistas que eu comprava entre 84 e 85 por causa do Menudo. É muito tempo! Talvez por isso mesmo eu achasse que ele era uma espécie de Highlander tupiniquim. Tudo bem que ele não deve ter morrido e, sim, virado purpurina, mas ainda me parece estranho que o cara não vá aprontar alguma por aqui com seus alinhavos ou com suas alfinetadas. E me parece muito mais estranho ainda eu estar escrevendo um post sobre ele: taí uma coisa que eu nunca imaginei fazer. E ponto.
Segundo o olhar de Roseane às 20h26
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Imersão é uma coisa bem complicada.
Meu bolso agradece.
Mas meu corpo padece.
Segundo o olhar de Roseane às 22h19
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Dois e dois: quatro
Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
e a tua pele, morena
como é azul o oceano
e a lagoa, serena
como um tempo de alegria
por trás do terror me acena
e a noite carrega o dia
no seu colo de açucena
- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade, pequena.
(Ferreira Gullar)
Segundo o olhar de Roseane às 19h47
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Nome:Roseane
Idade:36
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