
Só digo uma coisa: Quem procura, acha.
Segundo o olhar de Roseane às 20h21
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O tamanho do infinito
Lembro de conversar com a minha mãe uma vez e ela dizer que achava incrível como as pessoas tinham imaginação pra fazer música. Porque desde pequena ela escutava músicas novas e sempre tinha músicas novas para serem lançadas. Engraçado que isso deve fazer quase vinte anos e nesse tempo ninguém parou de fazer músicas. Nem de escrever livros, nem de fazer filmes. E, apesar de algumas regravações, versões e adaptações, ainda tem muita coisa boa surgindo por aí. Sempre tem mais.
Isso também me faz pensar como é que ainda tem gente pra morrer lá no Iraque. Parece que toda semana tem um ataque, toda semana umas pessoas morrem e os ataques continuam e as mortes continuam. E ainda bem que agora parece ser um por semana, houve um tempo em que era um por dia.
Também me espanto, mais futilmente, claro, com a quantidade de cabelos da minha cabeça. Meu cabelo é pouco, é fino, cai pra caramba e parece que sempre tem mais pra cair. Um mistério.
Mistério também é pensar no tanto de pessoas que eu conheço que fazem aniversário hoje. A começar pela Rê, minha irmã, passando pelo Fito Paez que eu não conheço tão bem assim, mas que me fez pensar em tudo isso com uma música chamada "El mundo cabe en uma canción". E por pouco minha mais nova priminha não nasce hoje, plena sexta-feira 13: ontem a noite a Mariana teve bebê. Que ela tenha uma vida linda!
Em tempo: Não acho que o mundo caiba em uma canção. Se couber, um segundo depois já caíram fios de cabelo, pessoas nasceram, pessoas morreram e a canção ficou totalmente defasada. O mundo é muito grande.
Segundo o olhar de Roseane às 23h15
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Borboletinhas
Com problemas, com pessoas mega-ocupadas, buscas, nova ortografia, velhos costumes, dias e noites, algumas dores de cabeça e pouco sono a vida vai seguindo com aquelas dores e delícias que só ela nos apresenta. Com algumas (poucas, admito) respostas, poesia, bom humor e um ombro amigo é bem mais fácil e muito mais legal. Pode-se até apreciar sem moderação.
Segundo o olhar de Roseane às 14h37
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Torre fiel - Da adaptação
Traduzir com programas de memória de tradução é um exercício de coletividade virtual. Veja bem, estou falando de programa de memória de tradução, não de tradutor automático. Um programa de memória para tradução trabalha dentro de um arquivo de Word, normalmente, mostrando o que reconheceu que já foi feito de idêntico ou parecido com aquilo que está sendo traduzido. (Para os mais entendidos do assunto, funciona com macros.) Na verdade, o tradutor controla tudo, é só uma ferramenta de trabalho. Já os tradutores automáticos são aquelas coisas que deixam textos em inglês ilógicos e incompreensíveis em português, aqueles que fazem o trabalho sozinho e que podem ser baixados ou usados livremente pela Internet. A diferença é beeem grande.
Pois bem, quando um escritório me pede para fazer um trabalho com um programa de memória de tradução, em geral, é porque já existe uma memória com algumas coisas alimentadas nela, ou seja, vou poder aproveitar essas "coisas" no texto que vou fazer. Tranqüilo, se for um trabalho legal flui que é uma beleza. Mas acontece, às vezes, de uma maioria, ou uma grande parte, que seja, já está na memória, o que me faz ter o trabalho adicional de ler tudo o que foi feito para seguir o estilo e para deixar o texto coerente. Porque, por mais que o original seja o mesmo, se duas pessoas trabalham nele há uma diferença porque há várias maneiras de se dizer uma coisa, é normal isso. Agora imaginem uma memória em que umas dez pessoas deram pitaco. Imaginem se o texto sair com um estilo diferente em cada pedaço porque cada parte foi uma pessoa quem fez. Ia ser o samba do crioulo doido, não tenho a menor dúvida. Portanto lá vou eu, lendo, acompanhando e seguindo um estilo que não é meu para me manter firme e forte no mercado de trabalho. É uma vida em comunidade virtual. É aceitar o que já foi feito. É adaptar-se a um todo maior e mais forte que você. É um exercício de acomodação do individual em um contexto sobre o qual você não tem o menor poder, porque o cliente não é exatamente seu, o texto não é exatamente seu. É um exercício de coletividade virtual. É um desafio que eu adoro!
Segundo o olhar de Roseane às 21h34
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Alien, o oitavo passageiro ou Apaixonada Demais
Meu mundo interno já nem se fala mais
Ele berra, esperneia e urra.
Tem um bicho que briga na minha barriga.
Não me deixa dormir e me diz coisas
que eu não quero ouvir.
Vaidosa demais
Burra demais
Abstrata demais
Absurda demais
Cobaia demais
Dependente demais
Perdida demais
Metida demais
Catita demais
Gostosa demais.
Eu só não sei se esse bicho,
essa coisa que me parte
é vontade de morrer ou é obra de arte.
(Maria Mariana e Domingos Oliveira)
Segundo o olhar de Roseane às 10h53
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Nome:Roseane
Idade:36
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