
Pergunta retórica: O que seria de mim sem esses meus amigos?!
Segundo o olhar de Roseane às 23h33
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Mulherzinhas
(Pra Gabs)
Eu demorei muito para sucumbir aos livros de mulherzinha. Sério. Assisti aos filmes, vi os seriados e ainda não tinha dado a menor chance aos livros, apesar de ter boas referências. Lembro de uma colega de trabalho dizendo que Melancia (acho) da Marian Keyes tinha caído no colo dela e que estava adorando. Lembro de outros comentários, mas eu não tinha me convencido ainda. Sei lá, acho que estava preocupada com meus próprios problemas e não vi que tinha toda uma geração preocupada com seus próprios problemas que, no fim, eram os mesmos problemas. Até que É Agora ou Nunca, também da Marian Keyes caiu no meu colo. Comecei a ler e comecei a ter uma espécie de catarse a cada capítulo. Porque a vida daquelas pessoas, no livro, tão diferentes geográfica e educacionalmente de mim, era praticamente a mesma coisa. As ansiedades, os medos, as pequenas alegrias, as inseguranças, as cabeçadas, as amizades, tudo, tudo muito parecido. Me encontrei em uma das personagens e nas outras fui encontrando alguns traços meus e, algumas vezes, amigas minhas. Ali, retratadas no cotidiano de alguns dias, enquanto a história durou. Consegui entender um comportamento que sempre achei destrutivo e que, como não fazia parte da minha vida pessoal, era um mistério total, completo e absoluto: a compulsão por comida. Consegui me reconhecer em algumas passagens, às vezes heróica, às vezes patética, mas sempre humana. Como é que uma história que se passa em Londres, com irlandeses tem tudo a ver com a vida daqui de São Paulo? Como é que essa mulher conseguiu transmitir isso da compulsão de uma maneira tão tocante? Além do espanto, veio a admiração e a vontade de ler mais, muito mais desses livrinhos.
Sabendo dessa minha, digamos, ânsia (entre outras coisas), a Gabs me emprestou The Other Side Of The Story, que me parece que acabou de sair aqui no Brasil com o nome de Um Best-seller pra Chamar de Meu. Bom, dadas as devidas proporções, é a minha história. Em alguns momentos eu tinha que parar e dar um tempo para processar as informações dos outros lados da história. Ah, aquelas meninas... De novo, me reconheci em algumas situações tanto da Jojo, quanto da Gemma, quanto da Lilly. E também fiquei apaixonada pelo Anton, ele é um fofo que cuida da esposa, da filha, é bem-humorado e, em um determinado momento, pinta as unhas da esposa! Hellooow, o que mais uma mulher poderia querer da vida???!
Pois é. Ainda estou impressionada e querendo mais dessa terapia de ver meus erros e acertos através de outros olhos, de outras situações, tão longínquas e tão similares. Ainda bem que ainda tem vários livros, não só da Marian Keyes, que parecem atender à demanda de todas nós, essas mulheres modernas e novas e seus conflitos. Portanto, que venham muitos mais!
PS. Já ouvi falar muito bem de um livro que seria, grosso modo, a versão masculina para esses de que falei, Canalha!, do Fabrício Carpinejar. Também estou ansiosíssima para ler.
Segundo o olhar de Roseane às 20h33
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Recebi umas fotos hoje. Parece uma coisa que eu diria há pelo menos 20 anos, mas foi hoje mesmo. Abri minha porta e estava lá o envelope gordinho. Foi a Cris. Foram as fotos que a gente tirou quando ela esteve aqui. Já recebi por e-mail, já estão todas no Orkut, uma delas como foto principal não só do Orkut como também do MSN. Mas foi tão bom ter as fotos em papel! É uma emoção diferente, são detalhes diferentes, são cores e luzes diferentes que estão agora aqui diante de mim. Gostei muito. Estou seriamente tentada a revelar (ou o certo seria imprimir?) outras e mudar todos os meus porta-retratos. É a mesma foto, é a mesma coisa, mas é diferente. Me fez lembrar do passado, me fez pensar no futuro, me fez ver o que estou perdendo ao economizar espaço no mundo. E pensar é sempre muito bom. Adorei!
Cris, amiga, muito obrigada!
Segundo o olhar de Roseane às 20h32
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Ilusões da vida
Quem passou pela vida em branca nuvem,
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu;
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.
(Francisco Otaviano)
Segundo o olhar de Roseane às 11h31
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Nome:Roseane
Idade:36
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