
Living la vida loca
Vivendo e aprendendo
vivendo e sentindo
vivendo e tentando
vivendo e indo um pouco mais
sempre.
Segundo o olhar de Roseane às 20h54
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Alguém seria capaz de me convencer de que estamos quase, bem quase mesmo, no verão? Não me conformo...
Segundo o olhar de Roseane às 21h10
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Teoria do cúmulo
Houve um tempo em que aquelas piadinhas de "Qual é o cúmulo de...?" eram febre. Meu irmão adorava. Uma das que não esqueci é assim: Qual é o cúmulo da desmoralização profissional? Chover no dia do piquenique de confraternização dos meteorologistas. Vai daí que hoje eu vi o que deve ser o cúmulo da desmoralização corporativa. Um carro da seguradora Porto Seguro estava parado, no meio de uma avenida movimentada da cidade de São Paulo sendo empurrado porque não pegava. Mó trânsito, gente buzinando, impaciente, aquelas cenas básicas por causa de um carro de socorro que estava, ele mesmo, precisando de socorro. Não sei, não me senti muito segura com relação à empresa...
Segundo o olhar de Roseane às 22h09
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As Aparecidas
A Cida Vieira dava aula de Química para a gente. Entrava na sala de aula, dava um bom-dia, colocava as coisas sobre a mesa da professora e começava a escrever na lousa. Colocava toda a matéria ali, depois explicava e parecia simétrica, porque logo a aula terminava, ela pegava suas coisas e ia embora. Acho que a vi sorrir uma vez dentro da sala de aula. Nós a respeitávamos, a matéria era difícil pra mim. Que eu me lembre era uma mulher bonita, mas era meio seca, não sei. Depois disso, o filho dela se tornou amigo do meu irmão e soube que ela era bem séria no resto da vida também.
A Cida Herrera chegou no meio do ano, já estava quase tudo encaminhado. Era sorridente e elegantíssima, tinha idéias diferentes e foi logo gostando do que a gente escrevia. Uma das minhas lembranças mais divertidas da época é que usei uma sandália melissa transparente para ir pro colégio e ela me viu e achou que eu estava descalça, exatamente como era a propaganda da sandália. A gente começou a trocar cartas com os alunos da escola onde ela trabalhou antes, em outra cidade. Depois conheci as filhas dela. O marido, que era delegado, morreu durante o trabalho, uma história triste. Ela ainda deu aula por muito tempo. Não sei por onde anda agora.
Segundo o olhar de Roseane às 20h52
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Super-Homens
Ah, vocês, homens... Vocês são muito engraçados... Têm várias qualidades, muitas delas eu admiro bastante, inclusive. Mas vocês também têm cada mania estranha! Eu não entendo muito bem porque não falar direito o que sentem, o que querem. Melhor, o que não sentem, o que não querem. O problema todo está em não querer ou não ter certeza de querer, eu acho. Aí vocês devem ficar elucubrando coisinhas nas cabecinhas de vocês que devem se comparar àquelas dúvidas cruéis das mulheres: será que meu cabelo está bem assim?, será que a sandália combina com minha roupa?, será que fico gorda com essa roupa?, etc. O engraçado é que a conclusão a que vocês chegam é a de que nós, mulheres inseguras e típicas (?!), não sabemos lidar com um não. Ou será que são vocês que não sabem lidar com o fato de dizerem um não? O pior é o que vem depois, o joguinho pra fazer a gente perder a cabeça. Siiiiiiiim, vocês fazem isso o tempo todo! Tentam a todo custo fazer a gente agir como aquelas típicas cenas de mulheres à beira de um ataque de nervos. Porque no exato instante em que algo assim acontece e vocês fazem o joguinho com maestria, perdemos a razão. Na verdade perdemos o bom senso primeiro pra depois perder a razão. E aí, já era. Aí viramos as monstras portadoras de TPM eterna. Aí somos sim as típicas e inseguras mulheres de quem vocês querem se livrar e, venhamos e convenhamos, precisam se livrar. Ninguém quer gente exaltada assim por perto, nem eu, claro. Mas a culpa é nossa, sempre nossa, eu sei. É por isso, que resolvi me redimir da minha culpa pessoal e não entrar nessa: só por hoje, eu não vou ficar histérica com as maluquices de vocês; só por hoje, eu não vou me preocupar com o que pode estar acontecendo; só por hoje, eu não vou brigar por uma causa que não é minha; só por hoje, eu vou ficar tranqüila, tranqüila, porque sei que não mereço as neuras de vocês e não posso resolvê-las. Outro dia eu entro na brincadeira e faço meu papel de fúria insana sem causa. Mas, só por hoje, joguem sozinhos.
Segundo o olhar de Roseane às 15h05
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Nome:Roseane
Idade:36
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