
Fase dois
Lembram do Baby da Família Dinossauros? Então... Não é o meu blog! Não é o meu blog! Não é o meu blog!
Será que ainda tenho recuperação?
Segundo o olhar de Roseane às 21h49
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Help Desk
Pois é, passei um bom tempo tentando achar uma letra legal para postar minhas coisas aqui. Fiz milhões de testes quando comecei o blog. Consegui arrumar tudo: bom tamanho, boa visualização e um toque pessoal com a fonte Comic Sans MS. Pelo menos eu achei que fosse assim, se alguém não gostou, me desculpe. Agora o uol anuncia que vai criar vários itens novos para o blog, que vai aumentar a segurança, que vai ficar muito mais fácil editar o blog e coisas do tipo. Não achei nada mais fácil, tenho que clicar mais vezes e não consigo mais deixar com a fonte Comic Sans MS, que é a que eu uso para escrever no Word quando vou fazer os posts. Não consigo deixar o texto justificado, isto é, com as duas margens, esquerda e direita, alinhadas. Aliás, as humildes palavras que você está lendo exatamente nesse momento, meu caro, estão sendo escritas na minha fonte com a minha configuração, tudo meu. Mas não vou conseguir postar assim. Vou postar com a fontezinha comum que o uol determinou para mim. Odeio ditadura! Estou com medo de não reconhecer mais minhas próprias palavras ao olhar no espelho, ops, na tela. Por enquanto, alguém sabe como faço para manter a formatação do Word?! Pliiiiissss...
Segundo o olhar de Roseane às 21h51
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O Lobisomem
O Ireno e a Elza eram amigos dos meus pais. Eles costumavam nos visitar com a família e nós também íamos visitá-los, na casa da serraria, em algumas noites quentes. Ele tinha uma brasília azul que depois que eles mudaram de perto da minha casa teve o pára-brisa atingido por uma bala em um tiroteio no centro de Umu (!!!), a família toda estava dentro do carro, ninguém se feriu, graças a Deus, diga-se de passagem. E a família era grande, 5 filhos, se não me engano. Mas uma das histórias mais interessantes que ouvi na vida foi contada pelo Ireno em um desses encontros. Ele contou que era moço e morava num sítio. Escutava histórias e tinha medo de Lobisomem, ainda mais porque contaram que tinham visto um ali por perto. Um belo dia, ele saiu e voltou sozinho a noite para casa, a pé. O carreador longo, ele sozinho, noite escura, ele só tinha a luz da lua para saber onde estava pisando, logo a imaginação começou a funcionar, né? O tal do Lobisomem poderia estar em qualquer lugar esperando por ele. Sozinho e já apavorado, ouviu um barulho estranho. Pânico total, claro. Escutou de novo e teve certeza que era alguma "coisa" que estava esperando-o para atacá-lo, só podia ser o tal do Lobisomem que tinham visto pelas redondezas. Percebeu que o barulho vinha da parte de trás de um toco e perguntou, num ápice de coragem: "Quem está aí?" A resposta foi o mesmo barulho que ele tinha escutado antes. Perguntou outra vez e outra vez a resposta foi a mesma. Resolveu que não ia adiantar nada fugir e que teria que enfrentar o bicho para poder passar e continuar seu caminho. Pulou onde achou que estava o Lobisomem e começou uma luta fortíssima contra um opositor tão poderoso. Nem sabia como tinha escapado, mas quando se viu livre, depois de dar uma boa surra em seu Lobisomem, saiu correndo e viu que não foi seguido. Só parou quando já estava dentro da própria casa, claro, quando também percebeu que estava com as roupas rasgadas e sujas por ter rolado no chão durante o combate ferrenho. E ficou quieto, não contou pra ninguém. Não falou nada nem no outro dia quando um vizinho chegou muito chateado porque um de seus porcos tinha fugido e tinha sido morto na beira do carreador por alguma coisa muito estranha. O porco estava todo arranhado, machucado e não tinha sido levado, tinham deixado o pobre lá, morto e abandonado. A única pessoa que entendeu que o porco tinha sido vítima do medo do folclore foi o próprio Ireno. E o medo nos instiga a fazer cada coisa...

Segundo o olhar de Roseane às 18h51
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Interior
Ah, essas mulheres antigas, submissas e sonhadoras como a Duquesa de Devonshire... Ah, essas mulheres modernas e livres para viajar para Barcelona quando bem entendem como a Vicky e a Cristina... Ah, essas mulheres arrojadas como a Bess, impulsivas e depressivas como a María Elena... Mulheres que querem amar, mas mesmo assim não sabem exatamente o que querem e muito menos como fazê-lo. Mulheres que escolhem quando é preciso e arcam com as conseqüências dos atos. Que tentam, tentam, tentam e só parecem se cansar quando todas as possibilidades estão esgotadas ou quando elas mesmas se esgotam. Tenho certeza que elas são eu e que elas são você também. Tenho certeza que todas nós nos reconhecemos nelas, nem que seja em pequenos momentos.
Georgiana Spencer foi retratada como ancestral da Lady Di que passou por experiências similares às dela, mas nem por isso deixa de ser uma personagem interessantíssima. Vicky e Cristina são amigas de personalidades opostas que, durante uma viagem, acabam por encontrar aquilo que não esperavam e ainda assim não era exatamente o que queriam. Mundo moderno descrito com maestria. Bess e María Elena podem até serem coadjuvantes, mas cada uma a sua maneira, fazem a história acontecer.
Ah, esses homens como Saul Dibb e Woody Allen que, em obras como A Duquesa e Vicky Cristina Barcelona, acabam por nos descrever muito melhor do que nós mesmas poderíamos...
Segundo o olhar de Roseane às 15h44
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Nome:Roseane
Idade:36
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