
No escuro do meu quarto
Seria diferente se eu tivesse dito? Ou seria simplesmente indiferente? Como teria sido o futuro que hoje é presente e que se apresenta como uma quase morbidez implacável? Quase morbidez porque atualmente não consegue ser nada, não consegue nem ao menos ser ruim. Se fosse assim, ruim, eu fugiria. Correria alucinada cruzando aqueles vales e montanhas de que falam por aí desde épocas longínquas. Mas, por mais que eu pense, que eu tente me arrepender, que eu tente me concentrar ou consertar, a verdade é que hoje há um profundo nada quase abismal. Mas claro, não é nada demais.
Segundo o olhar de Roseane às 22h03
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Umas letras
Eu demoro para tomar uma decisão, para tomar uma iniciativa. Fico matutando (sim, matutando, sou caipira) o assunto durante um bom tempo até amadurecer as idéias e ver se é uma coisa que vale a pena. Isto posto, digo que fiquei muitos anos sem querer voltar ao mundo acadêmico. Um pouco porque meu período de faculdade foi algo que poderia ser chamado de traumatizante por muita coisa, outro pouco porque tinha outras prioridades. Agora estou resolvida a voltar a fazer alguma coisa. Estou aqui matutando, pesquisando, desenvolvendo algumas idéias e aceitando outras. E esses dias no santo Google, acho, descobri uma editora especializada em Letras. Como assim? Existe? Pois é, existe. E tem um catálogo bem diversificado, bem interessante, não apenas livros para professores, tem livros para pesquisadores e, especialmente, para futuros pesquisadores lingüísticos. Fiquei impressionada. Aliás, fiquei tão impressionada que estou com vontade comprar vários livros teóricos e ler, assim, sozinha, sem ninguém mandar, sem pensar se vai cair na prova ou não. Acho que estou possuída por um espírito letrado. E isso é uma constatação, não uma reclamação,ok?
Bom, a quem interessar possa: http://www.parabolaeditorial.com.br .
Segundo o olhar de Roseane às 23h10
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Ventos quentes
Gosto de calor. Gosto de sentir minha pele livre, respirando, sem uma dúzia de coisas cobrindo-a. Gosto de roupas leves, de poucas roupas. Adoro meus pés libertos em sandálias poderosas de saltos imensos ou naquelas havaianas bem velhas e bem confortáveis que não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras. Gosto da sensação do sol na minha pele. De chegar em casa, tomar um banho e ficar tranqüila e fresca. Adoro usar saias. Adoro deixar as janelas abertas e sentir o ar entrando e renovando meu habitat. E meu espírito de dona de casa exulta quando as roupas secam rapidinho no varal. Só poderia ser eu, eu sei.
Segundo o olhar de Roseane às 22h30
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A Torre
Assisti Babel. Interessantíssimo o filme, muito bom. Todo aquele estilo Iñárritu de fazer as coisas e com um tema forte, cenas fortes, mas extremamente humano. Quantos desertos! Quantas línguas! E nem quem fala a mesma língua consegue se entender.
Desde que vi o filme venho encontrando vários japoneses falando em seu próprio idioma. Nada anormal em uma cidade como São Paulo, o lugar com mais japoneses fora do Japão do mundo todo. O interessante é que não consigo deixar de pensar na menina surda, japonesa, do filme. Talvez porque me sinta como ela perto de quem fala um idioma que eu desconheço totalmente. Talvez eu tenha ficado com a impressão, por causa do filme, de que "falar" libras em japonês seja mais difícil do que "falar" libras em português. Coisas da minha cabeça. Espero.
Segundo o olhar de Roseane às 21h38
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Another Brick In The Wall
We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.
(Pink Floyd - Roger Waters)
Segundo o olhar de Roseane às 14h32
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Nome:Roseane
Idade:36
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