
Anjo em duas rodas
Moço, será que você lê essas coisas bobas que as pessoas escrevem na internet? Será que você tem tempo pra isso ou só pra ficar por aí pelos caminhos da vida a salvar mocinhas indefesas perdidas em caminhos longínquos? Foi exatamente como me senti naquela hora, uma criaturinha que precisava ser salva do dragão do trânsito de São Paulo sem ter a mínima idéia de onde se encontrava. E se não fosse esse moço de moto que me ajudou, me acalmou, me mostrou e me guiou pelo caminho e ainda desenhou um mapa que acho que vou guardar pra sempre me lembrar que ainda existe bondade no coração humano eu não sei onde eu estaria agora. Acho que teria dirigido até acabar o combustível e aí pediria que um guincho fosse me buscar porque a única coisa que eu sabia é que eu estava cada vez mais longe da minha casa e me distanciando cada vez mais do local onde eu deveria chegar. Nunca imaginei estar por aquelas bandas. Nunca imaginei que uma situação assim seria tão ameaçadora pra uma mulher moderna (?) e independente (?). Mas você, moço, que na verdade parecia não ter nada de especial, fez as vezes de meu anjo da guarda, com todas as nuances que a palavra possa ter. Por isso que eu acho que você merece tudo o que há de melhor nessa vida. Desejo que você ganhe na mega-sena, mas quando ela estiver acumuladíssima. Desejo que você realize todos os seus sonhos. Todas as suas fantasias, até aquelas fantasias sexuais que você deve ter adquirido de tanto ver aqueles filmes duvidosos que os homens parecem gostar. Você merece até aquelas sete virgens que uma determinada crença promete para algumas pessoas. Mas se você não gostar de virgem, que sejam sete putas mesmo, sem problema. Mas você merece. Merece ter um ombro amigo em cada dia que não se sentir muito bem. Merece ter amigos de verdade e uma companhia maravilhosa para a vida inteira ou para enquanto durar, como já dizia o poeta. Espero que seu time ganhe todos os campeonatos por pelo menos uns dez anos a partir de hoje. Que seu salário suba. Que as companhias para aquela cervejinha sejam sempre divertidíssimas e que sua mulher não pegue no seu pé nem por causa da cerveja nem por causa do futebol do final de semana. Que seus filhos te dêem muito orgulho. Você merece muita coisa boa e muita coisa legal por ter, não só me salvado, mas por ter feito meu dia e minha semana valarem a pena. Por me fazer voltar a acreditar que ainda vale a pena andar por aí, mesmo sem saber exatamente onde se está e no pior horário possível para tal acontecimento. Que Deus te guie sempre, moço! E obrigada do mais profundo do meu coração!
Segundo o olhar de Roseane às 18h59
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Chorona
Não foi bem uma imposição, foi uma nova opção de trabalho que eu achei que nunca chegaria ou que nunca daria certo. Foi um desafio esperar e foi um desafio encarar. Um desafio encantador.
La Llorona é uma lenda bem freqüente em países hispano-americanos. É uma espécie de fantasma de uma mulher que perdeu os filhos e que volta para chorar a morte deles. Em algumas versões ela mesma os matou.
Ontem foi o lançamento do livro que eu traduzi, La Llorona, o nome ficou em espanhol mesmo. Trabalho sério de uma editora nova, Primavera (http://www.primaveraeditorial.com.br), que se propõe a montar um catálogo inovador para literatura no Brasil, devidamente publicado. A responsabilidade foi muita. Até porque eu adorei o livro. É muito feminino, é uma história muito dura, muito sofrida e ao mesmo tempo muito cativante. A autora, Marcela Serrano, é chilena. Pelo o que percebi é especialista em dar voz a mulheres e a suas histórias. Para dizer a verdade, fiquei encantada, apaixonada pelo livro. Preciso ler mais obras da autora. Foi um trabalho que foi um desafio e cuja descoberta se tornou um prazer. E indico a leitura! E não pense que você, meu caro leitor, vai me ajudar a enriquecer se comprar o livro porque tradutores não têm direito sobre as vendas de sua, digamos, propriedade intelectual ao traduzir um livro. Indico porque gostei mesmo, viu? E a proposta da editora é muito boa também, espero que dê ótimos frutos e quem sabe até alguns outros bons trabalhos pra mim.
Portanto, não se esqueça, se quiser se aventurar em uma boa leitura, em uma obra bem feita, bem acabada e, claro, bem traduzida (me deu um trabalhão!!!), não hesite um minuto: La Llorona. À venda na Livraria da Vila aqui em São Paulo e muito em breve nas melhores livrarias de todo o país.
Segundo o olhar de Roseane às 19h41
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Valores
As bolsas caem, as bolsas sobem, as bolsas caem e sobem de novo. E eu continuo sem entender muito bem o mercado financeiro. E a fazer combinações estranhas com as minhas próprias bolsas, aquelas que têm valores apenas sentimentais.
Segundo o olhar de Roseane às 21h09
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Maior viagem
A Andréa é uma pessoa em quem eu penso sempre com uma pontinha de pena por não ter tanta convivência no dia-a-dia. É assim que nós, as bananas de pijama, vivemos: não temos que sair de casa para trabalhar, fazemos nossos próprios horários, temos bastante liberdade, mas não vemos ninguém "da firma". É solitário. E eu conheci a Andréa no trabalho, numa época em que ganhávamos pouquíssimo e nos divertíamos muitíssimo. Na verdade era quase um trabalho voluntário. Mas o tanto que a gente ria me faz sentir muita saudade daquela época e da convivência. Bom, também contribui para eu não vê-la muito o fato de que eu sou uma amiga relapsa e tenho umas fases anti-sociais, nem sei como é que eu ainda tenho amigos... O fato é que a Andréa casou com o Humberto no último sábado e eu fui até São Joaquim da Barra com amigos em comum para participar. E o que eu gostaria é de dizer aos dois recém-casados que eu desejo que a vida deles, a partir de agora, seja como foi a celebração. Não que eu ache que vai ser uma festa eterna, mas que seja uma vida florida, de bom gosto, com música, dança, cores, alegria, sorrisos e que, principalmente, eles estejam sempre rodeados por pessoas que gostam muito deles. Parabéns!
Segundo o olhar de Roseane às 20h23
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Nome:Roseane
Idade:36
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