
Recesso parlamentar
Recesso parlamentar. Sim. Recesso parlamentar. Ou, para quem preferir, recesso para lamentar as confusões em que me meto e dar conta de tudo o que me proponho a fazer. Mas como não fui eleita para o congresso, ainda, volto logo. Infelizmente sem décimo quarto ou décimo quinto salários.
Segundo o olhar de Roseane às 17h55
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Obsessões
A primeira, em ordem cronológica, foi estabelecida pelo padre que me batizou. Ele falou sobre Santa Rosa de Lima, padroeira do Peru, que tem o dia comemorado, pelo menos em alguns lugares, no dia mesmo dia do meu nascimento. Pronto, estava formada a latinidade no meu sangue e de forma abençoada.
Tive uma obstinação por escrever bem. Explico, por ter uma letra bonitinha. Minha letra era grande e eu não gostava, isso até a sexta ou sétima série, não lembro bem. Um belo dia, inventei que tinha que melhorar e comecei a escrever diferente, letra redondinha, pequena. Nunca mais mudei.
Sempre tive mania de organização. Gosto das coisas bonitinhas, no lugar delas, direitinho. Parece ostentação, mas é natural em mim, ainda não consegui parar.
O trabalho toma muito meu tempo. Mas eu gosto do que faço. Nunca sei se faço porque gosto ou se gosto porque preciso ou se preciso por gostar. Mas posso ficar por horas aqui na frente do micro, numa tranqüilidade sem fim, só descobrindo os significados e os contextos e as formas de dizer.
Uma das últimas foi ficar obcecada por aprender a dirigir e por dirigir bem. Fiz misérias. Aprendi a dirigir. Bem? Ihhh, isso fica pra outro dia...
No meu último aniversário não conseguia parar de pensar que tinha passado metade da minha vida com a minha mãe e metade da minha vida sem ela. Como se fosse um marco histórico, uma coisa a ser lembrada. Hoje não estou fazendo tantas contas, mas como passou exatamente um ano, o fato não faz tanto sentido assim, a não ser para pensar que já estou passei mais da metade da minha vida sem a minha mãe.
Perdas e tragédias alheias são outra obsessão minha. Ou me compadeço, não sei bem. Perder mãe e pai talvez tenham me feito prestar atenção nas pessoas que perco pelo caminho e nas dores delas por aí. E juro que, de vez em quando, queria ter um poder especial para não fazer as pessoas sofrerem, não passar pelo o que estão passando e fazê-las acordar no futuro quando já tivessem superado a dor e amadurecido o sentimento. Ah, se eu pudesse...
Hoje minha persistência é descobrir um porquê. Por que será? O que sei é que deveria ser por parar de pensar demais, isso sim.
Segundo o olhar de Roseane às 22h17
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Nome:Roseane
Idade:36
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