
Nos olhos de uma mulher
Nos olhos de uma mulher
existe uma nascente aberta e larga
Existe uma laje liquidificada,
um topázio opalino, uma verde esmeralda.
Existe o Agosto
da comemoração, da festividade,
e das noites de luar, na claridade da lua cheia.
E em contestação, o Janeiro rigoroso,
de mil chuvas, caudaloso, de cavado aluvião …
Nos olhos de uma mulher
existem indecifráveis jardins,
canteiros redondos e os cheiros dos singelos jasmins.
E existem pássaros livres em grades sem poder voar
E existem plantadas searas de centeio e de cevada
sem quem as venha amanhar …
E uma vontade implacável de ser caminho,
vereda, atalho e estrada…
Nos olhos de uma mulher
existe o ontem, o hoje e o amanhã,
o nascente e o poente, o tudo e o quase nada.
Nos olhos de uma mulher existe o planalto
e o abissal abismo
Existe o mar e nele acolhido o verde jade a fulgir
Existe a indómita intenção de ser mais que obscuridade
Ser planeta ou simplesmente um cometa
Ser rouxinol, girassol, ser altar de devoção e
a cada fim de tarde, santuário de oração,
no enleio do anoitecer…
Que quando o amor se fundeia,
agrilhoado a bom porto, neles se pascenteiam
ébrios cheiros de Setembro nos lagares de vinho mosto.
E dos campos, os odores do rosmaninho e alecrim…
E da floresta, a força de milhões de seres
a despontar, a renascer.
Nos olhos de uma mulher
existe, por fim, um poema por escrever.
(Mel de Carvalho)
Segundo o olhar de Roseane às 20h22
Enviar este
olhar
Fala aí!
Acho que aprender um idioma é uma viagem sem volta. Você aprende, vai entendendo aos poucos e vai indo. Acontece com a língua materna e acontece com as outras que você resolver estudar ou tiver oportunidade de aprender. Mas um idioma é uma infinidade de coisas e de detalhezinhos que mudam a todo instante e deixam perplexos os falantes e os estudiosos. Eu adoro! Vivo de palavras, literalmente.
Segundo o olhar de Roseane às 21h28
Enviar este
olhar
A minha vez
No auge dos meus doze era bem fácil, tinha o Menudo. Depois, lá pelos treze, catorze, tinha o Dominó, tinha o Tremendo, tinha o Ciclone. Era o começo do sucesso estrondoso das boys bands por aqui, as pessoas ainda estavam se acostumando, coisas assim. Mas, pra mim, era muito fácil diferenciar um do outro, claro. Achava um absurdo total, completo, absoluto e irrestrito que as pessoas confundissem o Menudo e o Dominó. Como? O Dominó só cantava em português e era formado por quatro meninos. O Menudo, além de ser formado por cinco meninos, cantava em espanhol, em inglês e em português com um baita sotaque dado o fato de serem porto-riquenhos. Normal. Fácil pra caramba diferenciar o Robby do Marcelo, oras!
Fiquei mais velhinha um pouco e a saga das boys bands continuou. Alguns foram fáceis de diferenciar também, como New Kids on the Block, Polegar, etc. Mas em um dado momento resolveram me confundir. Eu sei que tinha Backstreet Boys, NSync e aquela banda que tinha o Robie Williams. Aliás, o Robbie Williams, além de ter o nome parecidíssimo com o nome do ator, Robin Williams, tinha que ser de uma boys band, ou seja, o cara veio ao mundo pra complicar minha vida, claro, né? Sei que em uma das bandas tinha o Nick, um integrante de uma delas assumiu ser homossexual e a do Robbie Williams é o Take That (Obrigada por existir, wikipedia!). Mas não é assim tão fácil para mim diferenciar, juro.
Atualmente, surgiram as evoluídas boys bands com músicos que tocam, compõem, que são emos (ou nem tanto) e que são do Brasil. Mas quem disse que eu conseguia diferenciar o NXZero e o Fresno? Ah, pra mim era tudo a mesma coisa... Até que umas semanas atrás, vi o NXZero no Casseta e Planeta cantando Pela Última Vez e o Fresno na MTV cantando Uma Música. Ufa.... Salvaram minha consciência! Porque agora já sei pelo menos uma música que cada um canta, já sei o nome dos vocalistas e consigo até saber qual vocalista é de qual banda. Um passo pequeno para o homem, mas um passo grande para a humanidade! Estou orgulhosa de mim, hehehe...
Segundo o olhar de Roseane às 20h40
Enviar este
olhar
Da crença
Será que é pura inocência da minha parte? Será que é por eu ser nascida e criada no interior? Será que é carência? Será que é porque eu penso muito antes de tomar uma decisão ou até mesmo de falar sobre minhas decisões? Será que é uma espécie de hábito mundial contra o qual me rebelo tão naturalmente que nem percebo? O fato é que eu deveria acreditar muito menos no que as pessoas me falam.
Segundo o olhar de Roseane às 17h33
Enviar este
olhar
Miedo
Tienen miedo del amor y no saber amar, tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar, miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar, tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar, miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva, el miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida, el miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão, tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir, medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar, tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair, medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo, o medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós, o medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reír y miedo de llorar, tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar, miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar, tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar, medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia, o medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida, o medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo, el miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se aprieta en nudo, el miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo, medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro, de passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho, de perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias ou em rota de coliseo
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão, o medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, edo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H, medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá, medo... que dá medo do medo que dá
(Lenine e Julieta Venegas)
Segundo o olhar de Roseane às 15h11
Enviar este
olhar
Nome:Roseane
Idade:36
Links
Umuarama
A Tribuna do Povo
Umuarama Ilustrado
BBC
Chante France
Revista TPM
Tatiane Bernardi
Garotas que dizem ni
Banheiro feminino
02 Neurônio
Never Mind The Bolog
Coffee and Dreams
Mulé burra
Mothern
Sandrinha Koky
Jarom
Rosa
Rosa, de novo
Des-edificante
Erika
Erika, de novo
Tudo palhaço
Diário da odalisca
PostSecret
Vida monótona
Gabs
Barulho ácido
O mapa da mina
Cris Carvalho
Gostou do blog?
Vote aqui!
Indique o blog para amigos!
Visitantes

*exclusivo ronalds methods