
Malandragem
Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola sozinha
Cansada com minhas meias três-quartos
Rezando baixo pelos cantos por ser uma menina má
Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida é não sonhar
Eu só peço a Deus um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar
Bobeira é não viver a realidade
E eu ainda tenho uma tarde inteira
E eu ando nas ruas, eu troco cheque
Mudo uma planta de lugar, dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar
Eu só peço a Deus um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar
Eu sou poeta e não aprendi a amar
(Cazuza / Frejat, cantados e eternizados por Cássia Eller)
Segundo o olhar de Roseane às 15h14
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Game do dia
Desenhos animados e games sempre têm personagens com poderes, criaturas desenvolvidas num nível inimaginável, pelo menos pra mim. Mas queria ver, hoje, uma luta interessantíssima, inclusive do ponto de vista cultural: Gato Preto X Santo Antônio! Façam suas apostas!
Segundo o olhar de Roseane às 21h45
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Teoria do Metrô
As pessoas se beijam no metrô. Nas catracas das estações sempre tem algum casal trocando carinhos e beijos. Não sei quem são, não sei porque estão ali, mas sempre os vejo. Nunca reparei se encontrei o mesmo casal mais de uma vez. Nem reparei se encontrei alguém conhecido. Mas sempre reparei que eles estão ali, em cada estação, simplesmente namorando.
Em princípio eu não entendia muito bem como acontecia. Ficava pensando na coisa pelo lado engraçado, pela coincidência de sempre encontrar casais por ali, sempre, sempre, sempre. Até que eu também comecei a encontrar um namorado no metrô. Eu entendi. Primeiro quando você encontra a pessoa que você gosta, a pessoa que você quer que esteja ali. Você encontra e não tem como você não beijar, abraçar e dar carinho. É simplesmente demonstrar seu afeto e sua alegria. E depois, bom, depois você, muito provavelmente, também vai se despedir de tal pessoa ali na estação do metrô. E como deixar a pessoa ali sem dizer um adeus à altura do encontro? É preciso beijar, abraçar, ficar ali um pouco só curtindo um pouco mais o que, muito em breve, vai ser motivo de saudade. É perfeitamente natural, é perfeitamente explicável e é perfeitamente romântico.
Espero que hoje muitos casais estejam fazendo coisas tão perfeitamente românticas como aqueles encontros que eu vi...
Segundo o olhar de Roseane às 21h17
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My Strawberry Fields Forever
Um dia a gente foi se despedir de um amigo. Um amigo fofo. Sabe uma pessoa simpática, de quem todos gostam, com quem você se sente à vontade, de quem as pessoas perguntam e que está sempre sorrindo? O Alex era assim. Era querido por toda a turma. E ele ia embora, ia voltar a morar com os pais, se não me engano estava na casa dos tios. E a notícia pegou todo mundo de surpresa, que eu me lembre nem ele sabia que teria que ir embora. Teve uma despedida marcada às pressas, uma coisa bem simples: ele embarcaria no final da tarde e passamos o começo da tarde juntos. Lembro que tentaram gravar em fita cassete cada pessoa que estava ali falando uma frase para ele levar embora como recordação. Mas não deu certo. Não sei porque. Tinha música porque todo mundo gostava de música. E todo mundo cantava e falava e ria, mas tava todo mundo meio triste. E foi só o que fizemos: cantar. Saímos cantando pelas ruas várias músicas que eu nem lembro quais eram em um arroubo de rebeldia adolescente que quer chamar a atenção e nem sabe direito o porquê. Saímos cantando pelas ruas até chegar na rodoviária redonda de Umuarama. E cantamos na rodoviária. Dizendo tchau para uma pessoa legal, de quem todo mundo gostava. Lembro de uns olhares que não compreendiam, de outros olhares tristes e dos olhos do Alex, o motivo de tanta cantoria, cheios de lágrimas, chorando sem vergonhas. Talvez tenhamos parado a rodoviária. Faz muito tempo, não lembro de tantos detalhes. Mas quando o ônibus saiu, o fato estava concretizado e todo mundo parou de cantar. Foi estranho não ter barulho. Sair caminhando e só conversar. Estava todo mundo meio cabisbaixo, sentindo falta da música.
Não sei o que foi feito do Alex. Não faço a menor idéia de como e onde ele está. Mas sempre que escuto o Renato Russo contando que na despedida do Johnny os amigos dele saíram da escola cantando baixinho Strawberry Fields Forever, lembro da gente cantando muito alto para dizer tchau também. E daquele silêncio depois do fato consumado.
Uma outra vez, saímos cantando muito alto também em pleno Parque do Ingá uma música da dupla de palhaços Atchim e Espirro. Mas essa história fica pra um outro dia.
Segundo o olhar de Roseane às 21h05
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Tu reinarás
Vitória. Estive lá. Cidade bonita, mar, praia. Ou cidades bonitas, mares, praias. Vitória, Vila Velha, Cariacica, Praia do Morro, Porto de Vitória, navios imensos, Guarapari, Praia da Costa, tapioca de chocolate, camarão, vôo sobre o mar (o que me lembra Lost) cheiro de mar, vento de mar, clima praiano desencanado e desestressante, peroá (o melhor do Brasil ou não), Convento da Penha, muito sol, muita luz, sem rotina, comida farta, cidade antiga (que eu sempre acho linda), caminhar na praia, dirigir um carro com motor 2.0 por ruas deveras estreitas (e não conseguir encontrar a ré, mas conseguir voltar), pessoas diferentes. Pessoas tão diferentes que chegaram a pensar que eu estava andando na rua com um sutiã (!!!) na mão. Pessoas diferentes, sotaques diferentes, costumes diferentes, pensamentos diferentes, muito diferentes, sempre. Coisas boas de ver e de viver. Como estar em família, com pessoas legais, com preguicite, com tempo até pra não fazer nada. Com pares e ímpares, com cuidados, com emoções, sem julgamentos, com compreensão da vida, com compreensão das pessoas, sem palavras, com calor, com alegrias interessantes, com tudo o que eu tenho direito.
Quer saber? Adorei!
(Para Tio Paulo, Tia Marina, Beto e Aline)
Segundo o olhar de Roseane às 22h59
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Domínio blogueiro
É sempre assim. Todo mundo fala, todo mundo avisa. Acontece sempre. Eu sei porque eu vejo, porque eu sinto, porque eu acompanho as histórias. E ainda assim achei que comigo poderia não acontecer. O fato é que a gente monta um blog, escolhe o nome, o domínio, o design, o tema, tudinho. Com toda esperança, com toda vontade, com a maior garra. Mas chega uma hora que você perde todo esse pique. Sei lá. Não é que enjoa, não é que você queira parar, não é que não tem mais vontade, não é que não tenha mais nada a dizer. Simplesmente tem outras prioridades, tem outras coisas na cabeça, tem alguns problemas ou algumas encanações e o blog vai ficando pra segundo plano. É uma pena, eu sei. Me dói no coração cada dia que eu não consigo escrever, cada post que eu imagino e que não consigo colocar em prática. É realmente uma pena. Mas é assim, é a vida que vai indo e a gente que vai indo e vindo e as coisas que vão acontecendo e tanta coisa por essa vida afora... Mas eu vou tentando acompanhar, tentando fazer meu melhor e tentando escrever sempre. Paciência comigo, por favor. E vamos indo, vamos levando, vamos tentando. Vamos vivendo, né?
Segundo o olhar de Roseane às 21h58
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Mais
É sempre frio, é tão estranho
Podia ser perfeito, mas foi quebrado
Caindo no vazio, do lado errado
Não há nada que eu possa fazer
A não ser sair sem destino
Cantando o novo hino dos descontentes
Eu sempre quero mais que ontem
Eu sempre quero mais que hoje
Eu sempre quero mais do que eu posso ter
Agora é cinza, imprevisível
Podia ser pior e remendado
É impossível, descontrolado
Não há nada que eu queira dizer
A não ser: saia sem destino
cantando o novo hino dos descontentes
Eu sempre quero mais que ontem
Eu sempre quero mais que hoje
Eu sempre quero mais do que eu posso ter
Mais do que palavras
Mais do que promessas
Mais do que o mundo pode me dar
(Capital Inicial – Dinho Ouro Preto/Kiko Zambianchi/Alvin L)
Segundo o olhar de Roseane às 19h43
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Nome:Roseane
Idade:36
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