
Brincar de índio
Vamos brincar de índio
Mas sem mocinho pra me pegar
Venha pra minha tribo
Eu sou cacique, você é meu par
Índio fazer barulho
Índio ter seu orgulho
Vem pintar a pele
Para a dança começar
Pego meu arco e flecha
Minha canoa e vou pescar
Vamos fazer fogueira
Comer do fruto que a terra dá
Índio fazer barulho
Índio ter seu orgulho
Índio quer apito
Mas também sabe gritar
Índio não faz mais lutas
Índio não faz guerra
Índio já foi um dia
O dono dessa terra
Índio ficou sozinho
Índio querer carinho
Índio querer de volta a sua paz
(Michael Sulivan e Paulo Massadas para Xuxa)
Segundo o olhar de Roseane às 18h14
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Cris
Ela pipoca. Mas a gente continua chamando ela pra ir junto sempre. Ela pega o bottom da ídola. Mas a Sa gosta dela mesmo assim. Ela chega mais cedo e sai mais cedo do que todo mundo. Mas a gente quer que ela vá mesmo assim. Ela quer sempre novidades que a gente não tem. Mas a gente gosta que ela ligue sempre. Ela reclama de dor de cabeça, do trabalho que é longe, do carro que quebrou, do frio do ar condicionado, que não tem dinheiro, etc.. Então por quê será que a gente gosta dela mesmo assim? Acho que é porque ela entra na brincadeira e nas viagens sem nem pensar. E porque é fofa. Fofa quando indica o estacionamento mais legal com tamanhos detalhes que é impossível errar. Fofa porque se respeita quando é a sua hora. Fofa quando "obedece" ao pai porque demonstra o respeito que tem por outras pessoas, principalmente pelas pessoas que ama. Fofíssima quando fala da outra fofíssima, a Bia. E fala das coisas e das pessoas com uma inocência que parece não existir. Às vezes é a inocência insegura de achar que as pessoas pensam como ela. E, de verdade, o que ela parece não saber é que ninguém vai querer se afastar dela só porque as opiniões são diferentes. Isso porque por trás daquela menina meiga toda arrumadinha tem uma pessoa fofa que ninguém quer perder. E que a gente adora! E pammmmm!
Feliz aniversário!!!
Love you!
Segundo o olhar de Roseane às 19h25
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Sem maquiagem
Ah, aquela sombra nos seus olhos... Foi ali que eu soube que tudo tinha mudado. Foi ali que eu percebi o que estava acontecendo, de verdade. Foi ali que eu entendi vários porquês. A sombra que durou tão poucos segundos. A sombra que não tinha ainda me incomodado simplesmente porque eu não sabia da existência dela. Mas houve aquele momento, aquele lapso de segundos em que eu vi a sombra. Ali, bem ali nos seus olhos onde, até então, tudo tinha sido alegria, promessa, desejo, oferta, sensibilidade, pressentimento, intenção. Se eu fiquei brava? Não sei. Se meu mundo caiu? Não sei. Me senti estúpida por ter tentado, de novo, por ter acreditado e investido, de novo, por não ter percebido, de novo. Mas sou eu, sou assim, o mundo pode estar acabando e a Pollyana está brincando de ser contente, de novo. E, no fundo, foi só a realidade que abriu suas portas, portões, janelas e escotilhas bem ali, naquele momentinho perdido em que eu olhei e vi a sombra nos seus olhos. Não está bom pra mim, não está bom pra você. A sombra me diz isso. Eu sei. Mas, se manter os pés no chão é o meu forte, mais uma vez eu voltei, sensatamente, pisando em ovos, ao solo. Porque ali, naquela sombra rápida dos seus olhinhos, eu compreendi. E não vamos mais falar sobre o assunto, não precisa me dizer mais nada.
Segundo o olhar de Roseane às 17h54
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De lá
Aqui em São Paulo, algumas coisas são totalmente locais. São muitas pessoas vivendo a mesma realidade, pelo menos em alguns momentos. E é natural para nós, seres humanos, achar que o diferente é estranho. Vai daí que tudo o que não é de São Paulo parece ser de uma realidade paralela ou de alguma daquelas historinhas que começam com "era uma vez". Pelo menos é o que eu sinto quando as pessoas aqui falam de coisas que desconheço. Uma das que mais provoca controvérsias, porque não lembro de uma grande parte, é quando o assunto gira em torno de slogans, propagandas de TV e afins. Algumas delas são regionais, então não é o Brasil todo que vê a mesma coisa. Como não cresci aqui, não conheço algumas, claro. Mas para me vingar (trilha sonora de risada de bruxa, por favor), selecionei algumas pérolas do cancioneiro propagandista da minha infância que, acredito, só tinha lá:
- "Eu não sou gato de Ipanema, sou bicho do Paraná...". Um trecho de uma música usado como propaganda do estado do Paraná mesmo. Bem interessante. Passava alguma pessoa famosa que nasceu no Paraná e alguma coisa sobre o sucesso dela e logo vinha a frase e a musiquinha.
- "Iap, o fertilizante do pai." Só um slogan, mas a propaganda em si era um primor. Uma historinha de um pai e um filho, cenas de campos de trigo, se não me engano, os dois em uma colheitadeira, mais ou menos por aí. E a sacada do nome do produto ser a palavra "pai" ao contrário, uau!, muito bom.
- "Com os Colchões Castor você sonha que está sonhando." Uma voz masculina forte dizia isso para anunciar que o programa do Silvio Santos, patrocinado pelos Colchões Castor, estava começando todos os domingos lá pela hora do almoço.
- "Meu Paraná, da terra vermelha, pinheiro, piá..." Outro trechinho de música de uma quase propaganda institucional do estado.
- A pérola-plus:
"Café Damasco, forte, puro, brasileiro faz questão que o povo inteiro dê um breque
Pra tomar um cafezinho ou um pingado, uma média, bem passado, com carinho de mulher
Café Damasco faz o povo inteiro mais feliz
Café Damasco, todo mundo pede bis."
O comercial em si era uma série de cenas familiares que hoje seriam de mau gosto por serem politicamente incorretas: empregada negra fazendo café da manhã para uma família feliz branca. Antigamente isso foi mostrado, numa boa. E a musiquinha, até hoje, ronda meus ouvidos...
Mais alguma?
Segundo o olhar de Roseane às 21h16
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Puede ser
Puede ser, que me haya equivocado una y otra vez
Pero esta vez es cierto que todo va a ir bien
Lo siento aquí en el pecho y en tu cara también
Y debe ser que pienso igual que ayer pero del revés
Todo se ve más claro, más fácil, no sé
Las cosas se van ordenando solas sin querer
Y dicen que si una puerta se cierra se abre otra, no sé
Más grande, más bonita y más fácil que ayer, más fácil que ayer
Y esta vez en cambio de una puerta viene un ventanal
Muy sólido, muy fuerte y con vistas al mar, con vistas al mar
Y puede ser que me equivoque otra vez
Y puede ser que vuelva a perder
Pero la vida me dice que me toca a mi eso de sentirme bien
Y ahora que se marcha la tristeza y las penas también
Quisiera despedirme diciéndoles que espero que no nos volvamos a ver
Debe ser que pienso igual que ayer pero del revés
Todo se ve más claro, más fácil, no sé
Las cosas se van ordenando solas sin querer
Y dicen que si una puerta se cierra se abre otra, no sé
Más grande, más bonita y más fácil que ayer, más fácil que ayer
Y esta vez en cambio de una puerta viene un ventanal
Muy sólido, muy fuerte y con vistas al mar, con vistas al mar
Y puede ser que me equivoque otra vez
Y puede ser que vuelva a perder
Pero la vida me dice que me toca a mi eso de sentirme bien
(Conchita)
Segundo o olhar de Roseane às 19h30
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Nome:Roseane
Idade:36
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