
Pagu
Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira nem sou puta
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra louca, tudo bem
Minha mãe é Maria Ninguém
Não sou atriz, modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Segundo o olhar de Roseane às 15h09
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Eu, consumidora
Nunca fui muito apegada a comprar enlouquecidamente como dizem que todas as mulheres fazem. Isso vale para roupas também. Ainda mais agora que sou uma banana de pijama, ops, underwear worker. Não saio tanto assim de casa e nem preciso estar sempre bem arrumada para causar uma boa impressão. Quando o faço é porque quero e não porque mandaram. De vez em quando invento que quero ou que preciso de uma camisetinha assim, de uma blusinha daquela e acabo achando uma que me agrade e compro. Mas se quero uma blusinha, eu, em geral, compro uma blusinha ou duas. Já aconteceu de comprar coisas que não uso, mas não saio de casa pensando em uma blusinha e volto com três blusinhas, uma saia, uma calça e uma sandália linda e caríssima que eu provavelmente vou usar duas vezes na vida. E, pelos olhares de decepção que recebo, devo ser o terror das vendedoras...
Dia desses entrei em uma loja para ver o preço de top de ginástica. Entrei pra ver o preço mesmo, não tinha certeza de que ia comprar. Quando peguei na mão, realmente não era o que eu queria e falei que não ia levar. A vendedora, falando altíssimo, tentou me convencer a levar um sutiã. E eu respondendo que não precisava, que se fosse outra cor eu até pensaria, etc. Desculpinhas pra me livrar da mulher porque eu realmente não ia comprar uma coisa que não estava precisando por um preço que acho caro, né? Ela insistiu de várias maneiras até que disse, com aquele volume de voz altíssimo, que eu precisava de um sutiã daquele para disfarçar o tamanho dos meus seios que são muito pequenos. Ah, faça-me o favor, né? Se eu quiser aumentar ou diminuir o que quer que seja, eu vou lá e aumento ou diminuo ou disfarço pra aumentar ou diminuir, mas não preciso de uma louca falando alto pro quarteirão inteiro ouvir que ela tem alguma restrição quanto ao meu corpo. Se eu não estava a fim de comprar, a partir daí, perdi até o tom gentil e disse, bem seca: Eu não quero. Percebeu que não foi não "posso", não "dá", não "preciso" ou qualquer outra coisa? Pois é. E pela cara dela, eu vi que sou mesmo o terror das vendedoras...
Segundo o olhar de Roseane às 18h32
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Eu também sei
De vez em quando aparece uma música hino que diz muita coisa a uma grande quantidade de pessoas. A musica é adotada como se fosse uma parte da história de vida de cada um. Ela pode ser comercial, pode ser potencializada por uma novela qualquer ou pode ser boa mesmo ou nenhuma das alternativas anteriores ou todas as alternativas anteriores. E marca muita gente. Uma das mais recentes parece dizer coisas de mim que nem eu mesma sabia, e o mesmo deve acontecer com muita gente porque ela está em blogs e em declarações por todo lugar. É simples, moderna, bonita e eu não poderia deixar de postar também, claro. Então...
Coisas que eu sei
Eu quero ficar perto de tudo que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência, meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o Play...
Eu gosto do meu quarto do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista não aceito turistas
Meu mundo tá fechado prá visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha lei...
Eu corto os meus dobrados, acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas, eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos aue eu não sei usar
Eu já comprei...
As vezes dá preguiça na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário o lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando tô a fim...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia
Agora eu sei...
(Danni Carlos / Dudu Falcão)
Segundo o olhar de Roseane às 19h25
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Juno
Sou contra o aborto. Veja bem, eu sou contra o ato do aborto em si, seja ele legalizado ou não. Claro, você pode me dizer que penso assim porque tive uma educação religiosa, porque acredito em uma série de valores que outras pessoas não acreditam, etc. e tal. Mas acho meio ilógico, sei lá. Hoje em dia, alguém que faz sexo sem ter tomado pílula anticoncepcional, sem ter usado camisinha, sem ter tomado a pílula do dia seguinte e só se preocupar com o fato semanas depois quando a menstruação não aparece é quase surreal. Peraí, é uma seqüência de ação e reação muito simples: sexo gera nenéns. Se você não quer nenéns tem que fazer alguma coisa para que eles não apareçam, certo? Também sou contra a mulher tomar a decisão sozinha. Claro, o corpo é dela, a vida é dela, todas essas coisas, mas o cara tava lá na hora, não tava? Ele contribuiu para o "problema", não foi? Então tem que contribuir para a solução, oras. No mínimo ser informado do fato, né? E, se for uma pessoa digna, vai segurar a mão e a barra da mulher. Na verdade, segurar a barra não é fácil. Porque conheço mulheres que podiam não estar preparadas para ser mãe, mas também não estavam preparadas para o aborto. A seqüela psicológica ficou muito, mas muito forte mesmo, muito mais forte do que qualquer pessoa poderia suportar. Eu nem gosto de me lembrar das histórias. E sempre há uma opção. Eu acho.
Talvez por causa de tudo isto aí eu tenha gostado tanto do filme Juno. Se bem que o filme é quase uma unanimidade. É um filme sobre adolescentes, com temática adolescente, que é fofo, muito fofo. É um filme sobre um tema pesadíssimo: gravidez na adolescência, que consegue deixar o assunto tão leve, tão simples, que chega a ser divertido. Na verdade, o modo como a Juno, a menina grávida do filme, trata do assunto beira o infantil. A personagem em si já é apaixonante: tem uma leveza infantil, uma ironia adolescente, um raciocínio adulto, ou, o raciocínio que um adulto deveria ter. Além da gravidez, ela ainda tem os problemas normais de uma pessoa que não foge de problemas e, diante de um revés, consegue encontrar uma solução alternativa e, simples, simples, seguir adiante. O que todos nós, mais crescidinhos, deveríamos fazer, né? A atriz, Ellen Page, foi indicada ao Oscar, a roteirista, Diablo Cody, ganhou o Oscar e a diversão é garantida. Assista!
Em tempo: Juno escolhe não fazer o aborto.
Segundo o olhar de Roseane às 21h12
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Brilho eterno de uma mente sem lembranças
How happy is the blameless vestal's lot
The world forgetting, by the world fogot
Eternal sunshine of the spotless mind
Each pray'r accepted, and each wish resign'd
(Alexander Pope, Eloise to Abelard)
Segundo o olhar de Roseane às 22h09
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...
Esse blog encontra-se em luto oficial pelo encerramento das atividades internacionais do site de música latina batanga.com. Tal ato de proibição significa que não posso mais trabalhar o dia todo ouvindo música legalzinha em espanhol. Estou triste, desconsolada, abatida, aborrecida, melancólica, desgostosa, pesarosa e deprimida. Que lástima!
Segundo o olhar de Roseane às 21h13
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Nome:Roseane
Idade:36
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