
You are always on my mind
Flores de maio, Elvis Presley, máquina de costura, revista Burda, Creme Avon para peles secas, Minas Gerais, Luar do Sertão, café, pêssego em calda, orquídeas e azaléias... Lembranças da minha mãe. Mas pra comemorar o aniversário dela só mesmo fazendo uma coisa da qual não tenho lembranças: Parabéns pra você Nesta data querida Muitas felicidades Muitos anos de vida. Ehhhhhhhhhh, dá-lhe dona Maria do Carmo!
Segundo o olhar de Roseane às 12h06
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Primeira Vez
Não me lembro de muitas primeiras vezes da minha vida, mas posso ter dado o primeiro beijo tarde demais. Ou simplesmente ter esperado tanto por ele que pareceu ter sido tarde demais. Lembro de primeiras coisas infantis, tudo era novidade. A primeira morte era de uma criança-prima que morreu cedo demais, só lembro das florzinhas no chão, eu olhei muito. Deve ter sido a primeira vez que percebi que alguma coisa estava errada, que estavam tentando me enganar. Consigo ainda ver as florzinhas amarelinhas. Estava com a minha mãe e com a Suelene (eu acho). Do primeiro dia de aula também não lembro exatamente. Mas lembro da escolinha Pequeno Príncipe, da Tia Maria do Céu, da minha amiga Marlene no parquinho, a gente brincando e esperando a Tia Zélia. A Zélia ia me buscar. Ela também participou do primeiro acidente do qual me lembro, o cachorro que me assustou, me fez cair e literalmente rolar na calçada. Fiquei muito machucada e não gosto de cachorro grande até hoje. Algumas coisas a minha mente de adolescente achava que seriam tão importantes, tão marcantes que eu nunca esqueceria a data. A primeira vez que depilei a perna foi assim, acho que foi em abril, mas hoje isso não tem a menor importância, até porque depilar é dolorido, é chato. Como é que eu pude achar que isso era uma data pra ser comemorada na minha vida? Talvez por ser um rito feminino, eu estava me assumindo como mulher, um projeto de mulher moderna que nunca mais teria pêlos. Não fui no primeiro dia de aula de nenhuma faculdade. Não gosto de “picardias estudantis”, nunca gostei. Tenho que confessar que sou chata pra algumas pessoas, mas gosto mesmo é de ficar na minha. Posso ter perdido oportunidades por isso, mas o que ganhei ficando calada pesa o suficiente pra que eu não ache tão interessante mudar. Meu primeiro dia de trabalho? Em estágio ou na escola? Ou como profissional? Meu primeiro amor? Não sei dizer nem se foi amor. Meu primeiro sutiã? Foram dois (um abotoava na frente, era tecnologia demais pra uma pobre mente de menina-moça, mas eu adorava!) Meu primeiro CD? Não lembro. Meu primeiro carro? Ainda está por vir. Meu primeiro livro? Pode ser sido a Mariana e Seus Bichinhos: Um, dois, três... sete patinhos! Minha primeira viagem? Sei lá! Os primeiros são sempre perigosos porque você não tem parâmetros. Pode ser uma droga pra você e ideal para o outro. Pode ser o contrário. Pode até não ser e você estar achando que é. Falta de experiência pode decidir a seu favor ou contra você. Não sei o que vai ser deste primeiro blog. Quero eternizar é esta ânsia por escrever, por expressar emoções e sonhos que acontecem ao meu redor o tempo todo. Que este seja o primeiro, mas não o único, que seja um novo começo, que seja uma vida própria cheia de palavras, que estas palavras se tornem frases, que as frases sejam montadas de modo a transmitir não uma verdade, mas um sentimento real. Porque a primeira vez tem que ser com amor, sempre.
Segundo o olhar de Roseane às 20h37
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Nome:Roseane
Idade:36
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