
Quero ver você não chorar
não olhar pra trás
nem se arrepender do que faz
Quero ver o amor vencer
mas se a dor nascer
você resistir e sorrir
Se você pode ser assim
tão enorme assim
eu vou crer
Que o Natal existe
que ninguém é triste
que no mundo há sempre amor
Bom Natal, um Feliz Natal
muito amor e paz pra você
pra você.
(Edison Borges de Abrantes)
Segundo o olhar de Roseane às 12h02
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Casório?!
Mais um livro da Marian Keys que eu li, mais um livro de mulherzinha e mais uma vez a mulher me surpreende com a riqueza de detalhes dos fluxos de pensamento dos personagens. É o cotidiano de toda uma geração, a minha geração inclusive, representado de uma maneira divertida e deliciosa de ler.
Dessa vez, Lucy Sullivan, inglesa de origem irlandesa, é a personagem principal. Uma garota comum que um dia vai a uma cartomante com as amigas e a previsão é de que ela se casará em breve. Casar? Como, se ela nem tem um namorado?! A partir daí vão se desenrolando as histórias dela e dos improváveis e incertos futuros maridos, das amigas e dos problemas e histórias em que elas se envolvem.
O comentário para a tradução de Renato Motta seria bom se ele não usasse tanto o pretérito mais que perfeito. Sim, em algumas construções é obrigatório usar, mas o uso exagerado fica muito chato. Principalmente quando é alguém falando, parece pedante porque ninguém fala daquele jeito na vida real. De resto, perfeito! Inclusive tem uma passagem que deve ter dado tanto, mas tanto trabalho para ele que eu fiquei compadecida: os personagens fazem uma brincadeira com nomes de comida e provérbios. Acho que eu não seria capaz de fazer tão bem feito, ficou muito bom.
E continuo me perguntando porque cargas d'água eu demorei tanto pra começar a ler a Marian. E me deu um estalo aqui, que, na verdade, os homens é que precisavam ler os livros dela. Os livros e as personagens são tão mulherzinha, que, quem sabe assim, eles aprendem como a gente funciona...
Sem mais papo, vai lá logo pra se divertir e aprender:
Casório?!
(Lucy Sullilvan is Getting Married)
Marian Keys
Tradução de Renato Motta
Bertrand Brasil
Segundo o olhar de Roseane às 23h41
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Extremos
Não sei como me comportaria em situações extremas. E falo de situações extremamente extremas, não provas de reality shows que vemos aí pela TV, nem de escolher descer alguma cachoeira fazendo rapel. Falo de não ter realmente o que comer e precisar sobreviver, como nessas histórias pavorosas e reais que ficamos sabendo.
Também falo de situações de violência. Dia desses, um amigo meu foi assaltado e quando pediram a mochila, o instinto fez com que ele abraçasse a mochila. E ele me contou que nunca na vida pensou em reagir a um assalto, mas na hora, quando percebeu, estava protegendo o que era dele. Não sei se eu não faria o mesmo.
É fato também que sempre há uma grande chance de o motorista sobreviver ou sair com ferimentos mais leves em acidentes. Já li em reportagens e tem um número grande de histórias contadas que me dizem que os números fazem sentido. É o instinto de sobrevivência, a pessoa vira o volante para se proteger, esquecendo, naquela fração de segundos em que toma a decisão, que tem passageiro ao seu lado ou atrás. Cruel demais, mas é verdade.
Também penso no que eu faria se alguém que eu amo passasse por alguma situação de violência, de ameaça. Eu não sei do que eu seria capaz, sério mesmo. Na verdade, não sei e nem quero saber. Mas tenho certeza que seria capaz de fazer coisas além dos meus limites e dos meus valores.
Mesmo pensando em tudo isso e sabendo que também o medo e a paixão fazem a gente fazer coisas estranhíssimas, eu não consigo entender algumas coisas. Estou chocada, por exemplo, com o caso do menino da Bahia em cujo corpinho de dois anos algumas pessoas enfiaram 42 agulhas. Na minha cabeça, não faz o menor sentido. E espero do fundo do meu coração com alguns espinhos, mas sem agulhas, que na cabeça da maior parte da humanidade também não faça sentido.
Segundo o olhar de Roseane às 23h25
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A última bolachinha do pacote
Um dia, eu saí com uma amiga e os amigos dela. Tava em casa sem fazer muita coisa, lendo um livro assustador que estava me deixando em pânico e topei o programa quase de índio. Só conhecia a amiga e um casal. Normal, programa repentino quase de índio é assim mesmo.
Chegando lá no bar descobri que era um programa de casais. Até a amiga estava indo para encontrar um mocinho com quem já estava quase engatando um romance, era só finalizar a negociação e partir, literalmente, para o abraço. Tinha eu solteira, uma outra menina (que era prima de alguém, se não me engano) livre, leve e solta e lá pelas tantas apareceu A, um rapaz, sozinho e solitário. Eu soube que A estava sozinho e solitário logo depois que ele chegou porque as meninas comentaram que ele tinha terminado um relacionamento longo e conturbado recentemente.
Pouco tempo depois, decidiram que era hora de chamar B, irmão de alguém, para ir pra lá também. Estavam, descaradamente, tentando jogar B para cima da menina que era prima de alguém; pelo o que ouvi, seria a segunda tentativa de unir os dois.
Eis que B chega. Olha pra lá, olha pra cá, bebe alguma coisa, fala uns cinco minutos com a menina e vem falar comigo. E fica falando comigo. E continua falando comigo mesmo depois que a menina foi embora. Divertido, eu nem me importei de falar com ele.
Mas, nesses entremeios todos, A também resolveu que queria falar comigo. Claro, enquanto eu conversava com B. E A veio falar comigo. E A trouxe bebida pra mim. E veio mostrar alguma coisa interessante e veio perguntar alguma coisa e assim por diante. E o pior é que A também era divertido e eu nem me importei de falar com ele.
A situação continuou noite afora. Eu ali, conversando com um, conversando com outro, dando risada. O ponto alto, altíssimo até eu diria, foi quando eu me sentei e quando percebi estava com um de cada lado meu. Engraçado foi pouco! Ainda mais para quem não esperava nada da noite, né?
No final das contas, ganhei o telefone de B e uma carona de A. E não soube mais de nenhum dos dois até hoje. Mas de vez em quando eu lembro da história só pra ter o gostinho, outra vez, de me sentir a última bolachinha do pacote.
Segundo o olhar de Roseane às 20h04
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Flavia
A história não poderia ser mais triste. E o mais triste é que é uma história real, de pessoas que são do bem e que, apesar de tudo, não perderam as esperanças.
Flavia tinha 10 anos quando sofreu um acidente na piscina do prédio onde morava, o ralo sugou seus cabelos e suas forças e ela está em coma há 12 anos. A mãe dela mantém um blog com notícias e avisos e com toda a história de Flavia, versão feminina e moderna de Sansão. E como todos podem imaginar a luta por uma indenização e para a divulgação dos cuidados necessários em um local com piscina é extremamente difícil porque vai de encontro a interesses econômicos bem estabelecidos.
Eu já tinha visto o blog e me arrepiado com a história. Minha irmã me mandou o link outra vez um dia desses e achei que seria interessante divulgar, sei lá, para ajudar, para solidarizar, para, pretensiosamente, fazer as pessoas pensarem. Aviso de antemão para as meninas que deixem passar a TPM para seguir o link. De resto é só clicar aí e se informar um pouco mais:
http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com
Segundo o olhar de Roseane às 20h19
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Resoluções de ano velho
Ando procurando uma maneira de esquecer o que precisa ser esquecido, resolver o que precisa ser resolvido e aproveitar o que precisa ser aproveitado.
Segundo o olhar de Roseane às 23h27
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O mundo dá voltas.
O tempo passa.
Ainda tem muita água pra rolar embaixo da ponte.
E eu estou ficando muito malvada.
Sim, tenham medo de mim a partir de hoje.
That's all, folks.
Segundo o olhar de Roseane às 22h33
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Quivi
Tem horas que a gente descobre cada coisa... Por exemplo, o meu amigo Aurélio, eu chegaria a dizer meu melhor amigo, inclusive, diz que kiwi e quivi é a mesma coisa. Eu só aviso que quivi é contra os meus princípios e eu não vou usar depois que terminar de escrever esse post. Como se já não bastasse a famosa confusão porque ninguém sabem se primeiro o nome foi dado ao passarinho ou à fruta. O próprio Aurélio admite que duas coisas têm o mesmo nome, tá lá bem descritinho, direitinho que tem o passarinho originário da Nova Zelândia e a fruta originária do Sudeste Asiático. Se antes eu já confundia, imagine agora... Bom, então chega de papo que vou ali comer uma coisinha verde deliciosa. A fruta, claro. Nham, nham, nham.
Segundo o olhar de Roseane às 23h57
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Pesquisa de campo
Você tem o almoço pronto na geladeira, é só esquentar. Então você começa o processo. E no final, o arroz cai todo no chão. O que você faz?
1) Senta e chora.
2) Xinga o mundo e todas as galáxias.
3) Limpa tudo porque fez faxina no dia anterior e quer que tudo continue limpo.
4) Joga o prato na parede para ver se a raiva passa.
5) Sai para comer fora.
6) Faz um miojo rezando pela boa alma da criatura que inventou essa praticidade que pode ser comprada em saquinhos por um preço módico.
7) Perde a fome.
8) Liga para mãe/namorado/amiga para contar.
9) Escreve um post.
10) Combinação das alternativas 1, 2, 4, 5 e 9.
11) Combinação das alternativas 6, 8 e 9.
12) Nenhuma das alternativas.
13) Todas as alternativas.
Segundo o olhar de Roseane às 18h35
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Vapor barato
Sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você
Com minhas calças vermelhas
Meu casaco de general cheio de anéis
Eu vou descendo por todas as ruas
E vou tomar aquele velho navio
E vou tomar aquele velho navio
Aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro
Graças a Deus!
E não me importa e não me importa, não
A minha honey baby
Baby, baby
Honey baby
Minha honey baby
Baby, baby
Honey baby
Sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu estou indo embora, talvez eu volte
Um dia eu volto, quem sabe
Mas eu preciso
Eu preciso esquecê-la
A minha grande, a minha pequena
A minha imensa obsessão, a minha grande obsessão
(Jards Macalé / Waly Salomão)
Segundo o olhar de Roseane às 23h40
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Os espelhos
Um dia eu estava no ponto de ônibus esperando, claro, um ônibus. Na frente tinha um menino daqueles que ajuda os motoristas a estacionarem e dizem que ficam tomando conta do carro por causa de uns trocados. O menino foi ajudar alguém a estacionar e fazia com a mão o gesto certinho, como se tivesse um volante na frente dele para mostrar para a pessoa que ela tinha que girar um pouco, depois virar todo o volante e assim por diante. Lembrei de uma conversa minha com a Lu sobre dirigir, comprar carro. E enfiei na cabeça que precisava aprender a dirigir porque se um mequetrefe daquele, que não devia ter nem 10 anos, sabia exatamente o que fazer para estacionar um carro, nada me impedia de fazer o mesmo.
Aprendi a dirigir. Comprei o carro que veio parar na minha garagem graças às mãos amigas da Gabs. E precisava treinar. E para treinar precisava sair com o carro da garagem. Sozinha. Parei na frente do portão da garagem e fiquei. Fiquei mesmo porque minha perna tremia horrores. Fazia barulho, eu juro! E eu suava. E enquanto eu estava ali tendo calafrios, literalmente, o portão da casa da frente abriu lentamente. O carro saiu, lentamente. Eu só olhei e fiz a mesma coisa, sem tremer. Como, ainda é um mistério, mas eu fui.
Essas pessoas nunca vão saber como foram importantes pra mim. Mas num dia assim, meio sem graça, meio "terra da garoa" demais para mim, eu me lembro muito delas. Porque se tem uma coisa boa em ter um carro é sair de casa seca e voltar seca quando está chovendo. Eu curto. E se bobear ainda saio cantando, sozinha por aí: "Meu carro é vermelho, não uso espelho pra me pentear..."
Segundo o olhar de Roseane às 22h16
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Quem bate?
E então a Morte apareceu. A Morte, aquela de capa preta e machado na mão. Tipo a personagem do Maurício de Sousa que atende pela respeitosa alcunha de Dona Morte. Não o Anjo da Morte, o Brad Pitt, naquele filme.
E ela, a Morte, surgiu nas portas do SBT. Bateu na porta bem forte. Aí o Seu Sílvio, o patrão, sem titubear falou assim:
- É com você, Lombardi!
Pronto. Acabou.
Segundo o olhar de Roseane às 22h55
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Aula de véspera
Alguém escutou o que eu ando clamando ultimamente e fez uma reportagem bem legal sobre o assunto: http://tinyurl.com/yflzj8a. É bom ler, mas pra fazer um resumão do tipo que os cursinhos pré-vestibular adoram, eu diria que os homens mais ou menos da minha idade foram criados para serem provedores e as mulheres acabaram independentes demais para precisar de provedores. Daí que ninguém se entende, claro.
Acho até que as próprias mulheres independentes não sabem o que fazer com a liberdade que conquistaram. Vou transcrever aqui um trecho de um livro da Maryan Keys, mestra em contar histórias de mulherzinhas, que também resume muito bem o que quero dizer. É do livro Casório?! (Lucy Sullivan Is Getting Married), em um trecho que uma garota fica se punindo por ter ficado com um cara numa festa. Lá vai:
"... Pobre de todas nós.
Foi muito legal, e nós, mulheres, agradecíamos muito por ter recebido o presente da liberação sexual tão maravilhosamente embrulhado (embora nos tenha sido ofertado contra a vontade). Mas quem será que era a idosa e insensível tia-avó que nos deu o conjunto de paninhos para combinar com o presente, todos feitos a mão em crochê e carregados de culpa?"
E para terminar, para não perder uma tradição pela vida afora ou pelo adiantado da hora, fica uma imagenzinha:

Segundo o olhar de Roseane às 23h00
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Sugestões sustentáveis
http://www.trocandolivros.com.br
É um site para troca de livros, como dá pra perceber pelo nome. Pessoas livreiras e livrescas como eu acumulam livros e mais livros em casa, alguns nem tão bons assim. Nesse site você faz um cadastro, coloca os livros que tem para trocar e espera alguém pedir um livro seu. Quando alguém pedir, você manda pelo correio e recebe um crédito para pedir um livro. E por aí vai. A Gabi me indicou e já está usando. Eu indiquei pra Tati e ela também já está usando. Fiz meu cadastro hoje e já estou esperando ansiosa para ter novos livros e acumular tudo de novo.
A Fundação Oswaldo Cruz cuida dos Bancos de leite humano. São inúmeras unidades de Banco de leite e algumas delas aceitam doação de vidros com tampas de plástico, imagino eu que para o manuseio e o transporte do leite. No site dá pra ver direito como é o trabalho e tem endereços e telefones das unidades. É só ligar, ver se precisam e entregar. Facinho, facinho.
Free Cycle: http://www.freecycle.org (site em inglês)
Em São Paulo: http://groups.yahoo.com/group/SaoPauloFreecycle
A idéia é simples até demais: tem alguma coisa encostada na sua casa que está ocupando espaço? Anuncie, sempre é útil para alguém. A organização é grande, dá pra ver no site em inglês, tem no mundo inteiro. Para quem é de São Paulo há o grupo do yahoo (link ali em cima), é só entrar no grupo e passar a receber os e-mails. As pessoas pedem de tudo, de laptops a embalagens de plástico para serem usadas em artesanato. Até livros. Você também pode pedir o que precisar. Depois, em particular, as partes interessadas combinam a entrega.
Eu doei uma boa parte do meu material de francês para o André. Espero que ele use mesmo e faça ótimo proveito. Agora estou fazendo uma listinha de coisas para oferecer e estou negociando a entrega de outras coisas. Tomara que dê certo.
Gostei das idéias. Apóio. Participo. Até divulgo aqui.
Segundo o olhar de Roseane às 22h11
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Mulherzinha
Meu cabelo nunca vai ficar do jeito que eu quero. Por mais que eu explique, que eu fale, que eu peça, os cabeleireiros não fazem do jeito que eu quero. E a culpa é minha por não falar cabeleireirês, eu sei. Vida cruel...
Segundo o olhar de Roseane às 17h45
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Nome:Roseane
Idade:36
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