Papo sério

            A Dani é uma tradutora com quem trabalhei um bom tempo e com quem dividi altos papos na hora do café e do almoço. Eu, inclusive, acompanhei a gravidez dela, fui até no chá de bebê. A Ana Luísa, a bebê do chá, nasceu com um probleminha no coração que a fez passar por uma série de cirurgias delicadíssimas quando tinha 3 anos. Depois disso, a Dani passou a militar em prol da divulgação da causa, para alertar pais de portadores de cardiopatias congênitas e ajudá-los também nos momentos complicados que o problema acarreta.

            Bom, vai daí que recebi hoje um e-mail da Dani com a solicitação de assinatura de um abaixo-assinado para a criação do Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita e me sinto praticamente na obrigação de divulgar. No site http://www.pequenoscoracoes.com tem explicações, mensagens, dicas, links e histórias, inclusive a da Ana Luísa, tudo sobre o problema. No link http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/abaixoassinado/5607/1, está o abaixo-assinado, com o texto explicativo, para que o dia 12 de junho seja considerado o Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita. Para assinar, não basta apenas visualizar o site, é necessário clicar em "Assinar" na parte de baixo da tela e colocar seu nome completo, e-mail (que pode ou não ficar visível) e RG. Não é necessário preencher os outros campos, como endereço e título de eleitor. Eles precisam de pelo menos 1000 assinaturas e a minha já está lá. Coloque a sua também, não custa nada. A causa é justa e bela, merece sua atenção.

Segundo o olhar de Roseane às 21h21

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Naturalidade

            De onde vem a frustração? Como explicar para si mesmo que aquilo que você quer não vai acontecer ou vai demorar mais do que o esperado para acontecer? Deve ser de uma sementinha jogada e não plantada, que não recebeu água, que não recebeu cuidados, que não foi sequer observada, mas que teimou em nascer.

            A decepção que acaba com um dia é a mesma que leva a atos extremos em outro dia qualquer? As circunstâncias dão o tom e as nuances para cada pensamento destrutivo que chega depois de uma facada em seu coração não-literal? As lágrimas explicam. Já a apatia, bom, difícil convencer que o nada leve a alguma coisa.

Segundo o olhar de Roseane às 23h50

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Boquinha calada

Não quero falar sobre o que preciso falar.

Não posso falar tudo o que quero falar.

Não tenho palavras para dizer tudo o que sinto.

Não quero falar de menos e nem demais.

 

Por questões de adaptações, vou só ouvir, então.

Segundo o olhar de Roseane às 23h43

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Procuro um amor

Eu procuro um amor que ainda não encontrei

Diferente de todos que amei

Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver

E as feridas dessa vida eu quero esquecer

Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema

Numa esquina ou numa mesa de bar

 

Procuro um amor que seja bom pra mim

Vou procurar, eu vou até o fim

E eu vou tratá-la bem, pra que ela não tenha medo

Quando começar a conhecer os meus segredos

 

Eu procuro um amor, uma razão para viver

E as feridas dessa vida eu quero esquecer

Pode ser que eu gagueje, sem saber o que falar

Mas eu disfarço e não saio sem ela de lá

 

Procuro um amor que seja bom pra mim

Vou procurar, eu vou até o fim

E eu vou tratá-la bem, pra que ela não tenha medo

Quando começar a conhecer os meus segredos

 

                                                             (Frejat)

Segundo o olhar de Roseane às 16h50

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Dez coisas pelas quais vale a pena viver

1 - Chocolate

2 - Bolero de Ravel

3 - Brincar com o sobrinho, dançar com o sobrinho, cantar com o sobrinho, conversar com o sobrinho

4 - O mar

5 - Livros de mulherzinha

6 - Cataratas do Iguaçu

7- Telas do Monet

8- Kamchatka, o filme

9 - Show do Ricky Martin

10 - Ter um blog

Segundo o olhar de Roseane às 23h39

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É fogo...

            Estávamos voltando pra casa, eu e mais três amigas. Pouco depois da meia-noite, quarta ou quinta-feira em um carro de menina. Pra ser mais carro de menina precisava ser cor-de-rosa e meu nome ser Penélope. Aí a gente lá, quatro mulheres no carro, falando, contando, rindo, cantando e se divertindo. Então paramos quando o sinal ficou vermelho ao lado de um carro do Corpo de Bombeiros. Só isso já foi divertido porque a gente ficou lá falando e rindo sobre os rapazes que estavam no carro e a profissão deles, claro. E nada mais porque somos mocinhas comportadas, né? Mas quando saímos, os bombeiros buzinaram. Aí sim foi uma risada geral e alta e clara, né? E só isso já teria sido uma história e tanto, mas outro sinal fechou e eles pararam ao nosso lado outra vez. E o bombeiro falou bem assim: "Moça, vai devagar, toma cuidado". Pronto, não tinha mais como não rir. E quando saímos outra vez e eles viraram em uma esquina antes da gente, buzinaram de novo. Não tinha como não rir de novo.

            Foi isso. No fim, ficaram as risadas na minha memória e a história pra contar.

Segundo o olhar de Roseane às 23h57

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Surpresa!

            Acordo de manhã atrasada e querendo começar logo a trabalhar para ver se recupero o tempo perdido e vou logo ligar o computador. Então, tanam!, surpresa! Ele liga e pára dizendo que tem um erro. Erro, erro, erro, repetidos erros que ele, teimoso feito uma porta, me mostrou várias vezes. Aconteceu na semana passada.

            Foi um dia intenso e tenso porque era 8h00 da manhã e eu já tinha ligado para o atendimento ao cliente da Dell, que teve uma boa vontade espetacular ao me explicar e fazer testes e me ajudar, mesmo com a garantia já vencida há um ano e meio. E era 8h30 da manhã eu já estava ligando para encontrar alguém para tentar salvar meu HD ou pelo menos salvar o que tinha de importante nele, porque a solução era formatar, sem choro nem vela.

            Quase teve choro e quase teve vela porque eu detesto formatar. O micro é meu instrumento de trabalho e deixo-o bem direitinho do jeito que eu gosto, do jeito que é prático pra mim. Não tenho muitos atalhos no desktop, mas o que tinha de Auto texto no Word não era brincadeira. Até eu deixar tudo bonitinho, redondinho de novo vai um mês, talvez mais.

            Mas se não tem outro jeito, não tem outro jeito, né? Formatei, instalei, recuperei, instalei de novo, instalei mais, atualizei, reiniciei umas 300 vezes, instalei outras coisas e em menos de 24 horas o bichinho tava pronto para ser massacrado por horas e horas de trabalho de novo.

            A lição, eu aprendi: os caras que tentam consertar as coisas são enrolados, mas são divertidíssimos, ri muito deles. Ah, a outra lição foi comprada pela internet no outro dia, entregue em 24 horas e está em uso a pleno vapor desde então: HD externo portátil que faz backup com um toquezinho de botão, simples, simples. Meu lado prático adorou! Meu lado consumista idem.

Segundo o olhar de Roseane às 23h43

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Processo de divórcio

            São Paulo está lotada. Abarrotada. Até na chegada em casa no meio de um feriadão, com a volta programada no meio do feriadão para não pegar congestionamento, há mais carros do que o esperado. É como se fosse uma enchente de gente. E como se não bastasse a enchente de gente, tem a enchente de água. Pelo jeito, São Pedro está se vingando de São Paulo, sabe lá Deus por que. E para comemorar o aniversário da cidade e lavar a alma, adivinha o que acontece durante quase todo o dia? Chuva, claro. Terra da garoa que nada, eu tô morando é na Terra da tempestade de verão.

            Que gotas de bênçãos secas caiam nessa imensidão de lugar, amém!

Segundo o olhar de Roseane às 23h32

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Praticamente todos os dias, eu recebia convites para ser amiga de alguém. Amiga de Orkut, que fique claro. Ainda não entendi muito bem isso de ser amiga de Orkut. Por isso mudei as configurações para não receber mais convites de pessoas que não sejam amigas dos meus amigos. Eu quase não entro no Orkut e quando entro ainda tenho que ficar olhando essas pessoas que eu não faço idéia de quem sejam, me pedindo para ser amiga. De carência, chegam as minhas. E vários amigos reais quase já viraram amigos virtuais de tão pouco que os vejo. Espero que essas pessoas se encontrem e sejam amigas entre elas. Pra darem um jeito na solidão, o mal desse século também.

Segundo o olhar de Roseane às 23h25

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Papinho

Aí ele chega pra mim e diz:

- Um homem sabe quando uma mulher está a fim dele. Dá pra perceber. Eu percebo até quando ela está a fim de namorar sério ou só de ficar. Mas dá pra perceber, com certeza.

Reposta mental:

- E quando uma mulher não está a fim, é difícil perceber?

 

Aí ele chega pra mim e diz:

- Um homem sabe quando uma mulher está na TPM. Dá pra perceber pelo jeito dela, pelo tom de voz, até pelo cheiro.

Reposta mental:

- Então cala a boca porque TPM é atenuante em casos de crimes e eu estou prestes a te dar um tiro.

 

Aí ele chega pra mim e diz:

- Blá, blá, blá, blá...

Reposta mental:

- Como era mesmo nome do Tiago Lacerda naquela novela?

Segundo o olhar de Roseane às 18h25

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Zilda Arns

            Como será que ela conseguiu passar tão despercebida pela vida afora? Como será que ela conseguiu fazer tanta coisa ao mesmo tempo? Parece que nunca tomou conhecimento de que estava envolvida com religião e com política, dois assuntos considerados quase proibidos em praticamente todas as conversas decentes e civilizadas do mundo.

            E depois de fazer em silêncio muito mais do que muitos alardeiam por aí afora, parece que ela ouviu uma música do Caetano e do Gil. Como já tinha dado o pontapé inicial para arrumar o Haiti daqui, ela foi pro Haiti de lá mostrar como colocar ordem em infâncias e em vidas. Se a viagem foi ou não em um bom momento, é questão de opinião. Eu concordo com algumas coisas que ouvi por aí. Uma delas é que Zilda Arns teve a morte que mereceu: rápida, sem sofrimento e, principalmente, enquanto fazia o que gostava. E em tempos em que dizem que a paz se faz com guerra, me orgulho de ver várias nações e crenças falando sobre o trabalho dela, mesmo que seja agora, depois que ela se foi. Traz uma coisa bem simples: esperança.

Segundo o olhar de Roseane às 22h29

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Ora bolas

            Comprei de pura bobeira e curiosidade o livro que tem um nome interessante e vários subtítulos bastante explicativos. É assim: Ora bolas, o humor de Mario Quintana, 130 historinhas compiladas e adaptadas por Juarez Fonseca.

            Mario Quintana, o poeta gaúcho, era uma figura. Sempre teve tiradas ótimas e deixou histórias divertidíssimas com os amigos e colegas de trabalho. O Juarez Fonseca foi fazer uma homenagem ao poeta e se deparou com todas as histórias lembradas por esse pessoal. Compilou, editou e publicou pela L&M Pocket.

            Megafácil de ler, interessante e extremamente divertido. Talvez trace muito melhor a personalidade do personagem que foi Mario Quintana do que suas próprias obras. Ele tinha uma criatividade e tanto. Recomendo a leitura.

Segundo o olhar de Roseane às 22h22

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2009 - 2010

- O tempo é sempre mais curto do que a gente quer, do que a gente imagina nessa época do ano. Coisas da vida que se repetem, repetem, repetem e a gente ainda acha que pode mudar. Ilusão.

- Ficar sem trabalhar, de férias puras, bem feliz e contente, na praia é vital. Além de dar um bronzeado que eu nunca tive, claro. Na companhia de gente boa, então, uau, é incrível. Fundamental.

- Dirigir na estrada é muuuuito bom. Inacreditável.

- O litoral do Paraná é pequeno, mas só a Ilha do Mel já valeria por muitas praias por aí. Merece ser visitada e curtida e apreciada. Primorosa.

- Peguei sol na praia, peguei chuva na praia. Achei que teria muito mais chuva do que realmente aconteceu. Sorte.

- Peguei sol em Curitiba, peguei chuva em Curitiba. Normal.

- Peguei sol na estrada, peguei chuva na estrada. O sol praticamente me cozinhou. A chuva me fez passar um dos medos mais pavorosos da minha vida. Porque estava em uma estrada conhecida como a Rodovia da Morte. Porque lembrei, e depois não conseguia esquecer, que há muito pouco a Ti, minha prima, havia aquaplanado e batido o carro. Porque tinha árvores caídas pela rodovia. Mas valeu a pena. Por quê? Aventura.

- Não é porque um ano acabou e outro começou que as coisas vão ser diferentes. Ou que as coisas vão ser iguais. Ou que tudo vai ser renovado automaticamente. Nessa época do ano, em 2009, eu estava sem trabalho. Em 2010, estou quase planejando tirar férias de novo pra descansar porque já trabalhei demais. E hoje ainda é dia 14. Inesperado.

- São Paulo está totalmente tranqüila, totalmente agradável. Férias.

- Pro Anderson e pro Cleber que enfrentam "apenas" 12 horas de estrada engarrafada pra passar o reveillon me divertindo, eu digo sinceramente que adorei a companhia. Verdade.

- Para todos nós, espero que 2010 seja surpreendente pelo lado bom, que todas as tragédias do ano já tenham acontecido e que seja cheio de vida. Feliz recomeço!

Segundo o olhar de Roseane às 22h31

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Quero ver você não chorar

não olhar pra trás

nem se arrepender do que faz

Quero ver o amor vencer

mas se a dor nascer

você resistir e sorrir

Se você pode ser assim

tão enorme assim

eu vou crer

Que o Natal existe

que ninguém é triste

que no mundo há sempre amor

Bom Natal, um Feliz Natal

muito amor e paz pra você

pra você.

 

(Edison Borges de Abrantes)

Segundo o olhar de Roseane às 12h02

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Casório?!

            Mais um livro da Marian Keys que eu li, mais um livro de mulherzinha e mais uma vez a mulher me surpreende com a riqueza de detalhes dos fluxos de pensamento dos personagens. É o cotidiano de toda uma geração, a minha geração inclusive, representado de uma maneira divertida e deliciosa de ler.

            Dessa vez, Lucy Sullivan, inglesa de origem irlandesa, é a personagem principal. Uma garota comum que um dia vai a uma cartomante com as amigas e a previsão é de que ela se casará em breve. Casar? Como, se ela nem tem um namorado?! A partir daí vão se desenrolando as histórias dela e dos improváveis e incertos futuros maridos, das amigas e dos problemas e histórias em que elas se envolvem.

            O comentário para a tradução de Renato Motta seria bom se ele não usasse tanto o pretérito mais que perfeito. Sim, em algumas construções é obrigatório usar, mas o uso exagerado fica muito chato. Principalmente quando é alguém falando, parece pedante porque ninguém fala daquele jeito na vida real. De resto, perfeito! Inclusive tem uma passagem que deve ter dado tanto, mas tanto trabalho para ele que eu fiquei compadecida: os personagens fazem uma brincadeira com nomes de comida e provérbios. Acho que eu não seria capaz de fazer tão bem feito, ficou muito bom.

            E continuo me perguntando porque cargas d'água eu demorei tanto pra começar a ler a Marian. E me deu um estalo aqui, que, na verdade, os homens é que precisavam ler os livros dela. Os livros e as personagens são tão mulherzinha, que, quem sabe assim, eles aprendem como a gente funciona...

            Sem mais papo, vai lá logo pra se divertir e aprender:

Casório?!

(Lucy Sullilvan is Getting Married)

Marian Keys

Tradução de Renato Motta

Bertrand Brasil

Segundo o olhar de Roseane às 23h41

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UOL

Nome:Roseane
Idade:36



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