
Serial addict
Já clamei aos quatro ventos que sou fã de Lost. Que fico boba com o modo como eles conseguem montar a história daquele jeito que prende todo mundo. Porque acho que ouvi até hoje duas ou três pessoas que assistiram e não ficaram viciadas e discutindo teorias. Quando o avião da Air France caiu, eu achei a semelhança incrível e fiquei achando que estava viciada demais, que estava sendo desumana ao imaginar que as pessoas estavam numa ilha e que os corpos resgatados foram todos plantados pelo Widmore, entre outras coisas. E qual não foi minha surpresa ao saber pela Cici que todo mundo tava pensando a mesma coisa, que tinha gente até comentando as coincidências, que na verdade eram muito mais numerosas do que eu imaginava, no Orkut. Mas o pior de tudo é esperar pela próxima temporada só para o ano que vem. Como ficar sem saber o que houve com eles todos? Como não torcer para que a Juliet não morra de verdade? Aliás, quando eu crescer quero ser igual a Juliet. Não só porque ela casou com o Sawyer, mas que mulher forte, viu?! E aí percebi que cada vez que me afeiçôo a um personagem, há uma grande chance de ele desaparecer. Parece que fazem de propósito! E agora estamos aqui em intervalo de temporada, sem saber direito o que esperar e com ansiedade à flor da pele. Aí, para acalmar meus anseios ilhísticos, resolvi fazer maratona Grey's Anatomy, já sabendo que precisava prestar atenção em um dos últimos episódios e já sabendo que vendo tudo, um dia atrás do outro, precisaria me controlar para não me envolver demais. Gosto de Grey's, adoro o Karev, acho que os personagens são bem construídos e apesar de todo o drama, os momentos de humor são muito humanos, muito exatos. Terminei de ver a última temporada hoje, no canal Sony ela terminou na última segunda-feira. Primeiro que, como comentei com a Lu, eu nunca imaginei que gostasse de chorar. Mas eu não consegui parar de ver e não consegui parar de chorar quando vi alguns episódios. Devo ser mais masoquista do que sempre imaginei. E agora fica a dúvida de novo, como é que vou ficar sem saber o que houve com eles todos? Como não torcer para que nem a Izzie e nem o George morram? Como não querer pegar o Karev no colo para consolá-lo? E agora só no ano que vem para saber e para chorar um pouco mais com eles. Ansiedade de novo, claro. E o pior é que, provavelmente, para me esquecer dessa, vou começar a ver outra série. E fazer uma previsão do futuro, nesse caso, não é nada difícil.
Segundo o olhar de Roseane às 15h19
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Do viver
Tem dias que eu sinto muita falta da minha mãe. Fico pensando como seria a vida se ela ainda estivesse por aqui. Tem dias que eu sinto muita falta do meu pai. Fico querendo até brigar com ele de novo. Mas tem dias que eu sinto muita falta mesmo é do Tio Hilário. Sinto falta de rir, de simplicidade, de estar encaixada na minha própria vida. E acho ele era assim. Dá vontade conversar com ele pra ele contar alguma coisa e dar risada. Dá vontade ouvir de novo toda aquela explicação sobre os motores e as bombas e os refrigerantes dos motores que ele me deu um dia. Porque depois pareceu tão fácil entender aquilo tudo em qualquer que seja o idioma. Dá vontade até ver Os Trapalhões...
Em dias assim, queria mesmo é um belo de um churrasco, umas risadas gostosas em companhia agradável. Acho que assim eu poderia fazer qualquer coisa. Desejos de coisas impossíveis, eu sei. Então, só pra mais uma vez driblar essas trevas em que ando ultimamente, hoje eu assei para o almoço um pedaço de carne de porco temperada só com sal e pimenta do reino, do jeito que o Tio Hilário me ensinou a fazer. Um pequeno consolo, eu sei. Mas um consolo, sempre.
PS. Detesto deixar esse blog sombrio, preciso me esforçar mais para alegrar meus olhares.
Segundo o olhar de Roseane às 16h32
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Meninos, eu vi
Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire, roteiro de Simon Beaufoy, baseado em livro de Vikas Swarup, direção de Danny Boyle) - Muito bom! A fotografia do filme foi tema de discussões porque parece muito com Cidade de Deus, e eu achei que parece mesmo. O tema também parece muito, a história poderia se passar aqui no Brasil sem problema nenhum. O modo que a história é contada é igual a Os Suspeitos, perceberam e me alertaram. O romance é igual a Forrest Gump, percebi e comentei por aí. Mas nada disso faz o filme perder o charme e deixar de merecer o Oscar, vale a pena ser visto com certeza.
Apenas o fim - Filme de Matheus Souza (roteiro e direção), que aconteceu como trabalho de conclusão do curso de Cinema dele. O orçamento total foi de R$ 8.000,00, o que é praticamente dinheiro de troco em termos de cinema. O filme é bem leve, extremamente interessante apesar de tratar de um assunto muito triste, o fim de um relacionamento. Mas é um fim pensado, discutido, ambos estão preparados para isso. Mas não deixa de ser um fim, não deixa de ser triste. Muitas referências pops no texto e a semelhança com Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-sol não fazem o filme ser clichê, é bem legal, bem interessante. Não que seja o melhor filme do ano, mas nem que seja só pela curiosidade por saber como o filme foi feito, já vale a pena ser visto, com certeza.
A Mulher Invisível - Roteiro e direção de Cláudio Torres. A divertida e interessante história de um cara que era o marido perfeito, mas ainda assim foi abandonado pela esposa. No meio da crise, ele cria a mulher ideal para ele, o que o faz passar por situações constrangedoras, sem saber que estava perdendo uma mulher de verdade, de carne e osso, que pode ser a mulher perfeita para ele. É engraçadíssimo, mas também tem uma visão muito natural da vida amorosa moderna e das relações em geral. Vale a pena ver!
Segundo o olhar de Roseane às 12h54
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The Dark Side of the Moon
Existe dentro de mim uma escuridão absoluta e absurdamente oculta. Porque eu a escondo e a disfarço tão bem que, dentro da sua própria perfeição, tem dias que até eu duvido que ela exista. Mas ela está sempre ali, sempre esperando o momento certo para se mostrar, que sempre é uma entrada triunfal com aquele maravilhoso vestido de gala preto, com bordadinhos delicados e artesanais, com corte perfeito, digno da realeza em pleno baile de dia de verão. Mas ainda assim, assustador.
É ela, é essa escuridão que, em alguns dias, me faz ir dormir arrependida de ter levantado pela manhã. Arrependida não exatamente por ter feito alguma coisa, mas de ter descoberto alguma coisa. Contrita por saber mais, por saber demais, não tenho muitos caminhos para experimentar. Porque tem coisas sobre as quais eu não suporto saber mais. Porque tem coisas que eu não quero perder mais. E, claro, sem querer perder, eu acabo perdendo tudo de novo.
E essa escuridão, esse dark side, deve ter seu âmago em todas as perdas. Em todas elas. O que torna minha vida sombria uma sucessão de perdas em um círculo vicioso que, se é iluminado, fica, no máximo, cinza. E então, eu não sei falar sobre outra coisa e saio por aí escrevendo minhas cores lúgubres contra as quais eu tento lutar.
I'm not in the dark side of the moon. I am the dark side of the moon.
Segundo o olhar de Roseane às 15h43
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Não se reprima, a saga
Se alguém ainda não viu ou teve o desplante de não lembrar de mim quando viu, vou postar. E também para dizer que tenho orgulho de fazer parte do público-alvo da campanha. E que adorei a voz da Tatiana Parra e que é mais fácil entender a letra na voz dela. Mas que ainda sinto falta de um sotaquezinho "leve" hablando, ops, cantando.
Segundo o olhar de Roseane às 15h17
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Metaaaaaal!
Antes de colocar aparelho nos dentes, você não pode imaginar...
... como é estranho ter aquilo na boca!
... que não fica preso se você beijar alguém, mesmo que a outra pessoa também use aparelho.
... como umas coisinhas tão pequenas podem machucar tanto!
... que você não sabia absolutamente nada sobre seus dentes.
... que é divertido é escolher a cor das borrachinhas.
Enquanto está com aparelho, você só consegue pensar...
... como é estranho ter aquilo na boca!
... como a parte interna da sua boca é sensível àquelas coisinhas!
... como é que cabe tanta coisa em sua boca! Porque sempre tem um bracket diferente, uma molinha, uma argolinha, um elástico diferente para ser usado por um tempo.
... onde é que eu estava com a cabeça quando coloquei isso aqui?
... que seu vocabulário odontológico aumentou a níveis nunca dantes imaginados.
Quando começa a tirar o aparelho, você reflete...
... quando vai sair tudo isso daqui?
... contenção?! Ahn?! Tá louco?!
... sim, as pessoas que dizem que eu vou sentir falta estão loucas!
... pânico total! Parece que o meu dente e não só o bracket está sendo arrancado! Aaaai...
... quantos terços eu preciso rezar para esses dentes nunca mais saírem do lugar?
... vai tirar os brackets só da parte de baixo?! Bom, vamos terminar o tratamento, então, né?
(Pra Gi, que tá na primeira fase, metaleira de primeira viagem.)
Segundo o olhar de Roseane às 22h49
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Pelo menos o silêncio poderia confortar.
Shhhhh......
Segundo o olhar de Roseane às 21h00
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Umuarama para frente, com trabalho e alegria. 54 aninhos da minha terra hoje.
Segundo o olhar de Roseane às 21h16
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Michael Jackson
Sempre fui fascinada por pessoas que lideram multidões, que lançam modas e que conseguem atingir muita gente pelo país ou pelo mundo afora. Pra mim, parece ser uma coisa extremamente difícil de ser feita, mas tem pessoas que tem o dom, literalmente. A música pop é craque em formar multidões para seguir algum movimento ou alguém e ninguém me convence de que isso não é exatamente uma arte. Mas quanto mais alto estiver, maior a queda. Quanto mais pessoas assistem a glória, maior o número de pessoas para ver, e especular, o fracasso. Deve ser uma das leis da vida. O Michael teve a vida inteira devastada por olhos midiáticos por ser exposto a eles ainda quando criança. Algumas coisas eram tão evidentes que pareciam piadas, parecia que ele estava brincando com as multidões. Ele também comprou o que a infância sonhou. E todas aquelas crianças, e todos os filhos, e toda essa vontade de não se ele mesmo ficou clara (perdão, não consegui perder a piada...) e evidente. Talvez só ele mesmo, tão inteligente!, não conseguisse ver o que estava acontecendo. Era uma dessas pessoas que poderia ser definida como o Cara Estranho da música do Los Hermanos. Parece que era tão difícil para ele se encontrar dentro de si mesmo, que tentava se encontrar na frente de platéias monumentais. É a maior de todas as contradições pops que a pessoa por trás daquele sucesso e daquelas obsessões insanas não conseguisse dominar a si mesmo. É de uma tristeza sem fim. É uma vida que parece inventada. E seria só cômico se não fosse tão trágico. PS. Farrah Fawcett foi-se hoje também. Até a Pantera. Ainda bem que o dia está acabando, eu não suportaria perder mais ícones da minha infância.
Segundo o olhar de Roseane às 23h31
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Números
Descobri hoje que tenho 35 anos e 298 dias. Também, que desde que eu nasci, se passaram 430 meses ou 1.868 semanas ou 13.082 dias.
13.082 dias?! É, tô ficando velha...
Segundo o olhar de Roseane às 21h55
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Minha vez
Quem mandou eu me meter em um curso de roteiro de cinema? Agora preciso escrever um roteiro. De um curta, que teoricamente seria mais fácil por ser mais curto. Além da dificuldade de me focar e de colocar tudo no papel e no formato correto, tem uma coisa que sempre me intrigou em filmes, livros, novelas e afins, que é o fato de escolher os nomes dos personagens. Alguns nomes são tão exatos, tão perfeitos que praticamente fazem a história. Talvez seja como dar nome a um filho, a uma empresa, não sei. E agora estou aqui tentando bolar histórias, personagens e nomes...
A Índigo, que é escritora, disse no blog dela uma vez, que chega uma hora no processo de composição de um livro que ela precisa sair na rua e achar o personagem em uma pessoa. Talvez eu devesse fazer isso, sair andando por aí até dar de cara com as pessoas sobre as quais eu preciso contar uma historinha. Será que eu as encontraria? Será que pelo menos os nomes eu seria capaz de identificar? Ou será que a dificuldade logo no começo não é um bom sinal? Bom, pelo menos rendeu um post, né?
Segundo o olhar de Roseane às 16h46
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Clichê
Existe uma verdade por trás do "brega", não adianta negar.
O Roupa Nova fez uma música chamada Coração Pirata para a novela Rainha da Sucata, era o tema de abertura ou tema da personagem principal, não lembro. A novela é de 1990, lá se vão longos anos... Mas de uma parte da música eu sempre lembro, lá pelas tantas eles dizem: Eu compro o que a infância sonhou.
Ah, como somos crianças até hoje, né? Nós e nossas sucatas tentando preencher algum vazio de muito tempo atrás que nem deve ter sido assim de todo mau para o nosso amadurecimento...
E sempre lembro do Tio Téo contando que quando era criança e queria ser adulto pensava que ia trabalhar para ter dinheiro para comprar bolacha de mel. Queria comer daqueles bolachões de mel todos os dias. Era o sonho de liberdade dele, a ilusão que o fazia querer crescer logo. E hoje ele nem liga tanto assim para as guloseimas. Só para os passarinhos e outros bichinhos.
Será que tudo o que infância sonhou, quando materializado perde o gosto? Será que o sonho era só o fato de ter a oportunidade? Provavelmente sim.
Segundo o olhar de Roseane às 23h53
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Deixa a vida me levar
Eu já passei por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida espero ainda minha vez
Confesso que sou de origem pobre
Mas meu coração é nobre, foi assim que Deus me fez
E deixa a vida me levar
Vida leva eu
Deixa a vida me levar
Vida leva eu
Deixa a vida me levar
Vida leva eu
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu
Só posso levantar as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo, de mansinho, lá vou eu
Se a coisa não sai do jeito que eu quero
Também não me desespero, o negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu
E sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu
E deixa a vida me levar
Vida leva eu
Deixa a vida me levar
Vida leva eu
(Zeca Pagodinho)
Segundo o olhar de Roseane às 22h43
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Diferenças
As professoras de francês que tem um pouco (bem pouquinho) mais de idade e de experiência são exatas. Elas não têm muito conhecimento de informática e se debatem com alguns recursos novos, mas sabem exatamente o que vai dar trabalho pra gente aprender. E quando acontece de os alunos enroscarem em um daqueles detalhes especificamente obscuro ou em uma daquelas inúmeras exceções inimagináveis, elas sacam uns exercícios de métodos antigos que fazem a gente chegar exatamente no ponto e quando você menos imagina, voilà, você aprendeu uma coisa daquelas bem cabeludas.
As professoras de francês mais novas sabem tudo de informática e fazem uma aula interativa como ninguém! Elas têm uma certa ânsia por ensinar e usam e explicam o uso de umas cinco expressões idiomáticas diferentes por aula. Pena que eu não consiga guardar muitas delas, claro. Elas estranham um pouco quando os alunos não entendem uma coisa e, muitas vezes, acham que não entendemos o que já sabemos até de outros carnavais. Mas em boa vontade são campeãs disparadas provavelmente porque aprenderam há menos tempo as nuances e marcas desse idioma cheio de detalhezinhos.
Talvez elas sejam como as professoras de outros idiomas. Nem lembro mais.
Segundo o olhar de Roseane às 17h20
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Inércia
Ouvi hoje:
- Aí ela tirou a calça, né?, e eu só olhei e falei assim: O diabo tem que me mandar coisa muito melhor para eu me desviar da igreja.
Ainda não descobri o que me espantou mais: mulher tirando a calça para tentar seduzir, mulher querendo fazer o cara cair em tentação, homem achando que mulher é coisa enviada pelo diabo, homem resistindo bravamente para se manter fiel à fé, homem se gabando de resistir a uma mulher. Entre outras coisas.
Definitivamente, esse mundo tá perdido.
Segundo o olhar de Roseane às 23h16
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Nome:Roseane
Idade:35
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